29 de novembro de 2021

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TRAGÉDIA EM MINA

52 pessoas morrem sufocadas em mina de carvão na Rússia; bombeiros resgatistas estão entre as vítimas

Ao menos 52 pessoas morreram após um acidente em uma mina de carvão nesta quinta-feira (25). Pela manhã no horário de Brasília, já noite em Kemerovo, na Sibéria, o governo confirmava 11 mortes, enquanto equipes de resgate tentavam socorrer outras 35 pessoas presas embaixo da terra -nenhuma sobreviveu. Mais tarde, foram confirmados os óbitos de seis resgatistas, elevando o total de vítimas a ao menos 52.

Brasil e Mundo 4 dias atrás

Folha Press
Arquivo/Redes sociais
Segundo os investigadores, os mineiros sufocaram quando um duto de ventilação ficou cheio de gás, possivelmente por causa de um vazamento
Ao menos 52 pessoas morreram após um acidente em uma mina de carvão na Rússia nesta quinta-feira (25). Pela manhã no horário de Brasília, já noite em Kemerovo, na Sibéria, o governo confirmava 11 mortes, enquanto equipes de resgate tentavam socorrer outras 35 pessoas presas embaixo da terra -nenhuma sobreviveu.

Mais tarde, foram confirmados os óbitos de seis resgatistas, elevando o total de vítimas a ao menos 52.

Segundo os investigadores, os mineiros sufocaram quando um duto de ventilação ficou cheio de gás, possivelmente por causa de um vazamento. Uma emissora estatal ainda informou que os promotores acreditam que houve uma explosão de metano no local. O trabalho de resgate precisou ser interrompido algumas vezes devido ao risco de explosões.

Três pessoas foram presas sob suspeita de violação das regras de segurança industrial, incluindo o diretor da mina e seu vice.

Antes mesmo da atualização no número de mortes, o governador regional Serguei Tsivilev decretou luto oficial de três dias e disse que, além dos óbitos confirmados, havia dezenas de pessoas recebendo atendimento médico, várias delas com sintomas de intoxicação por fumaça. Ao menos quatro, segundo a agência Reuters, estavam em estado crítico.

Imagens de emissoras locais mostraram equipes de resgate e ambulâncias chegando ao complexo onde a mina está localizada, em uma região a cerca de 3.500 km de Moscou.

De acordo com as autoridades, havia em torno de 285 pessoas trabalhando quando a fumaça começou a se espalhar, das quais 239 conseguiram chegar à superfície.

"Por enquanto, não há fumaça densa, então esperamos que não haja fogo", disse Tsivilev em vídeos compartilhados em seu canal no Telegram pouco depois do incidente. Segundo ele, porém, o sistema de comunicação subterrâneo, que permitiria o contato com os trabalhadores que ainda estão na mina, parou de funcionar.

Ainda de acordo com o governador, os níveis de metano e gás carbônico na área da mina atingiram níveis muito altos, suspendendo temporariamente as operações de resgate.

Na televisão estatal, o presidente Vladimir Putin disse que conversou com o governador e descreveu o caso como um "grande infortúnio". "Infelizmente a situação não está ficando mais fácil. E há um perigo para as vidas das equipes de resgate. Esperamos que eles possam salvar o maior número de pessoas possível", disse Putin.

O braço regional do Comitê Investigativo da Rússia informou que abriu um processo para apurar as causas do acidente -a princípio, um inquérito criminal, que deve analisar se houve negligência por parte dos gestores da mina. O local pertence à empresa privada Siberian Business Union.

A mina, que começou a operar em 1956, registrou um acidente em outubro de 2004, quando uma explosão de gás metano deixou 13 mortos. Em 1981, outra explosão matou cinco pessoas.

Os acidentes em minas da Rússia, assim como em outras regiões da antiga União Soviética, frequentemente são relacionados à falta de respeito às normas de segurança, à má gestão ou à deterioração das instalações.

O acidente mais grave dos últimos anos deixou mais de 100 mortos em 2007, também em Kemerovo, quando houve uma explosão na mina Ulianovskaia. Em 2010, na mesma região, foram 91 mortos e mais de 100 feridos em novo acidente.

Em agosto de 2017, oito trabalhadores desapareceram após uma inundação em uma mina de diamantes na Sibéria explorada pelo grupo russo Alrosa, maior produtor mundial. A empresa suspendeu os trabalhos de resgate após três semanas de busca pelos desaparecidos. Em outubro de 2019, um acidente em uma represa ilegal de uma mina de ouro na Sibéria deixou 17 mortos.



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