RECEITAS DA SONIA

RECEITAS DA SONIA

Pastel de carne

Pastel de carne

Com tantas massas de pastel prontas, é raro que alguém se anime a prepará-las em casa. Mas pelo sucesso que as caseiras costumam fazer, meu conselho é que se ouse ao menos uma vez por ano. Vale a pena. É bom lembrar que pastel tem de ser preparado num fim de semana, sem horário estabelecido para sentar-se à mesa e comer. O bom é ir saboreando devagar, com cerveja geladinha no verão ou cachaça ( a mesma que vai na massa) no inverno. Leia mais da receita de Sonia Machiavelli.

Com tantas massas de pastel prontas, é raro que alguém se anime a prepará-las em casa. Mas pelo sucesso que as caseiras costumam fazer, meu conselho é que se ouse ao menos uma vez por ano. Vale a pena. É bom lembrar que pastel tem de ser preparado num fim de semana, sem horário estabelecido para sentar-se à mesa e comer. O bom é ir saboreando devagar, com cerveja geladinha no verão ou cachaça ( a mesma que vai na massa) no inverno. Leia mais da receita de Sonia Machiavelli.

Por Sonia Machiavelli | 27/11/2021 | Tempo de leitura: 4 min
especial para o GCN

Por Sonia Machiavelli
especial para o GCN

27/11/2021 - Tempo de leitura: 4 min

Ingredientes

  • 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
  • 1 ovo
  • 1/2 de xícara (chá) de água
  • 1 colher (sopa) de óleo
  • 3 colheres (sopa) de cachaça
  • 1 colher (chá) de sal
  • Farinha de trigo para estender a massa
  • Recheio
  • ½ quilo de carne moída
  • 1 colher (sopa) de óleo
  • Sal, pimenta e cheiro-verde a gosto.
  • 20 azeitonas pretas pequenas
  •  Óleo para fritar

Com tantas massas de pastel prontas, é raro que alguém se anime a prepará-las em casa. Mas pelo sucesso que as caseiras costumam fazer, meu conselho é que se ouse ao menos uma vez por ano. Vale a pena. É bom lembrar que pastel tem de ser preparado num fim de semana, sem horário estabelecido para sentar-se à mesa e comer. O bom é ir saboreando devagar, com cerveja geladinha no verão ou cachaça ( a mesma que vai na massa) no inverno. Tem de ser frito, e servido assim, aos poucos também, porque nada é menos apetecível que pastel frio na travessa.

A receita dessa massa, herdei-a de minha mãe. Ela fica sequinha, crocante, dourada, pururucada. Nunca encontrei igual em bares ou restaurantes. Já saboreei pastéis excelentes, feitos com outras massas, mas não iguais aos que minha família continua comendo de vez em quando, porque com fritura termos de ter cuidado. O recheio aqui sugerido é o de carne; mas a mesma massa pode acolher fatias de queijo meia cura, refogado de palmito, rodelas de banana. Etc. Nesse quesito a imaginação pode voar.

Sobre a presença recente do pastel no Brasil, há muitas histórias, e todas vinculam a iguaria à Ásia. Conta Marcelo Angele, professor de gastronomia do Senac, que ele deriva do tradicional Rolinho Primavera da culinária chinesa e do Gyosa japonês.“A introdução do pastel no Brasil se deu por meio de imigrantes chineses, que tiveram de se adaptar aos ingredientes disponíveis por aqui”, diz o estudioso da área. O fato de vermos mais japoneses especializados nessa comida, vendendo-a em feiras e bares, tem explicação curiosa. Por conta da Segunda Guerra Mundial, os japoneses aqui chegados abriram pastelarias, mas temendo a discriminação dos brasileiros, contrários ao Eixo (países inimigos do Brasil durante o conflito, entre eles o Japão), resolveram se passar por chineses. Uma motivação política, como se vê.

Preparar a massa é super fácil. Coloque numa vasilha grande a farinha de trigo e o sal. Em outra, menor, quebre o ovo e misture clara e gema. Abra um buraco no meio da farinha e, observando bem as medidas, coloque dentro o ovo batido, a água (morna!) o óleo e a cachaça. Use um garfo para misturar os ingredientes e assim que perceber que os secos absorveram os líquidos, abandone o garfo e use as mãos para incorporar tudo muito bem. Sove até a mistura ficar lisa e macia. A massa está pronta. Cubra-a com plástico e leve à geladeira enquanto faz o recheio. Refogue a carne moída (duas vezes para ficar fininha) no óleo onde tenha fritado um dente de alho. Salgue. Tampe e deixe cozinhar até que a água formada seque. Junte pimenta-do-reino, se gostar. E cheiro-verde picado sem os talos. Deixe esfriar. Esse recheio deve ficar bem frio para ser empregado.

Retire a massa da geladeira, meia hora depois. Se não tiver cilindro, divida-a em duas partes para facilitar. Enfarinhe a bancada e comece a abrir a massa com o rolo de macarrão, formado um retângulo de três milímetros de espessura. Para formatar os pastéis, uso a boca de uma taça grande. Assim eles ficam todos do mesmo tamanho. Mas há quem prefira o jeito de pastel de feira e corta em retângulos. Nada contra, mas acho que a meia lua é típica do caseiro. Coloque no meio de cada círculo uma colher (sobremesa) de recheio, junte uma azeitona preta pequena, feche as bordas umedecendo-as muito levemente com água e sele com as pontas de um garfo. Coloque os pastéis numa assadeira polvilhada com farinha e mantenha-os cobertos com papel filme na geladeira até que todos estejam prontos para fritar. O óleo deve ser abundante e estar bem quente; e os pastéis não podem colar um no outro. Coloque-os de acordo com o tamanho de sua panela. Retire com espumadeira quando estiverem dourados, deixe escorrer uns segundos sobre papel toalha e sirva imediatamente. São realmente um pitéu!

Se sobrar massa, e você quiser aproveitar, junte os pedaços num só, forme um retângulo, coloque sobre filme plástico e enrole como rocambole. Dura três dias na geladeira. Pode-se também torcer os pedacinhos de leve e fritá-los em óleo quente, retirando-os quando dourados. Escorra-os e povilhe com açúcar e canela. Crianças adoram.

Ingredientes

  • 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
  • 1 ovo
  • 1/2 de xícara (chá) de água
  • 1 colher (sopa) de óleo
  • 3 colheres (sopa) de cachaça
  • 1 colher (chá) de sal
  • Farinha de trigo para estender a massa
  • Recheio
  • ½ quilo de carne moída
  • 1 colher (sopa) de óleo
  • Sal, pimenta e cheiro-verde a gosto.
  • 20 azeitonas pretas pequenas
  •  Óleo para fritar

Com tantas massas de pastel prontas, é raro que alguém se anime a prepará-las em casa. Mas pelo sucesso que as caseiras costumam fazer, meu conselho é que se ouse ao menos uma vez por ano. Vale a pena. É bom lembrar que pastel tem de ser preparado num fim de semana, sem horário estabelecido para sentar-se à mesa e comer. O bom é ir saboreando devagar, com cerveja geladinha no verão ou cachaça ( a mesma que vai na massa) no inverno. Tem de ser frito, e servido assim, aos poucos também, porque nada é menos apetecível que pastel frio na travessa.

A receita dessa massa, herdei-a de minha mãe. Ela fica sequinha, crocante, dourada, pururucada. Nunca encontrei igual em bares ou restaurantes. Já saboreei pastéis excelentes, feitos com outras massas, mas não iguais aos que minha família continua comendo de vez em quando, porque com fritura termos de ter cuidado. O recheio aqui sugerido é o de carne; mas a mesma massa pode acolher fatias de queijo meia cura, refogado de palmito, rodelas de banana. Etc. Nesse quesito a imaginação pode voar.

Sobre a presença recente do pastel no Brasil, há muitas histórias, e todas vinculam a iguaria à Ásia. Conta Marcelo Angele, professor de gastronomia do Senac, que ele deriva do tradicional Rolinho Primavera da culinária chinesa e do Gyosa japonês.“A introdução do pastel no Brasil se deu por meio de imigrantes chineses, que tiveram de se adaptar aos ingredientes disponíveis por aqui”, diz o estudioso da área. O fato de vermos mais japoneses especializados nessa comida, vendendo-a em feiras e bares, tem explicação curiosa. Por conta da Segunda Guerra Mundial, os japoneses aqui chegados abriram pastelarias, mas temendo a discriminação dos brasileiros, contrários ao Eixo (países inimigos do Brasil durante o conflito, entre eles o Japão), resolveram se passar por chineses. Uma motivação política, como se vê.

Preparar a massa é super fácil. Coloque numa vasilha grande a farinha de trigo e o sal. Em outra, menor, quebre o ovo e misture clara e gema. Abra um buraco no meio da farinha e, observando bem as medidas, coloque dentro o ovo batido, a água (morna!) o óleo e a cachaça. Use um garfo para misturar os ingredientes e assim que perceber que os secos absorveram os líquidos, abandone o garfo e use as mãos para incorporar tudo muito bem. Sove até a mistura ficar lisa e macia. A massa está pronta. Cubra-a com plástico e leve à geladeira enquanto faz o recheio. Refogue a carne moída (duas vezes para ficar fininha) no óleo onde tenha fritado um dente de alho. Salgue. Tampe e deixe cozinhar até que a água formada seque. Junte pimenta-do-reino, se gostar. E cheiro-verde picado sem os talos. Deixe esfriar. Esse recheio deve ficar bem frio para ser empregado.

Retire a massa da geladeira, meia hora depois. Se não tiver cilindro, divida-a em duas partes para facilitar. Enfarinhe a bancada e comece a abrir a massa com o rolo de macarrão, formado um retângulo de três milímetros de espessura. Para formatar os pastéis, uso a boca de uma taça grande. Assim eles ficam todos do mesmo tamanho. Mas há quem prefira o jeito de pastel de feira e corta em retângulos. Nada contra, mas acho que a meia lua é típica do caseiro. Coloque no meio de cada círculo uma colher (sobremesa) de recheio, junte uma azeitona preta pequena, feche as bordas umedecendo-as muito levemente com água e sele com as pontas de um garfo. Coloque os pastéis numa assadeira polvilhada com farinha e mantenha-os cobertos com papel filme na geladeira até que todos estejam prontos para fritar. O óleo deve ser abundante e estar bem quente; e os pastéis não podem colar um no outro. Coloque-os de acordo com o tamanho de sua panela. Retire com espumadeira quando estiverem dourados, deixe escorrer uns segundos sobre papel toalha e sirva imediatamente. São realmente um pitéu!

Se sobrar massa, e você quiser aproveitar, junte os pedaços num só, forme um retângulo, coloque sobre filme plástico e enrole como rocambole. Dura três dias na geladeira. Pode-se também torcer os pedacinhos de leve e fritá-los em óleo quente, retirando-os quando dourados. Escorra-os e povilhe com açúcar e canela. Crianças adoram.

COMENTÁRIOS

A responsabilidade pelos comentários é exclusiva dos respectivos autores. Por isso, os leitores e usuários desse canal encontram-se sujeitos às condições de uso do portal de internet do Portal GCN e se comprometem a respeitar o Código de Conduta On-line do GCN.

Ainda não é assinante?

Clique aqui para fazer a assinatura e liberar os comentários no site.