RECEITAS DA SÔNIA

RECEITAS DA SÔNIA

Rabanadas sequinhas

Rabanadas sequinhas

Brasileiros, exageramos à mesa no Natal e isso faz parte de uma tradição de séculos. Há pratos que só nessa data. Nas últimas décadas, estimulados pelo hábito americano, nós os consumimos apenas na ceia e no almoço natalinos. Leia mais na receita de Sonia Machiavelli.

Brasileiros, exageramos à mesa no Natal e isso faz parte de uma tradição de séculos. Há pratos que só nessa data. Nas últimas décadas, estimulados pelo hábito americano, nós os consumimos apenas na ceia e no almoço natalinos. Leia mais na receita de Sonia Machiavelli.

Por Sonia Machiavelli | 25/12/2021 | Tempo de leitura: 2 min
especial para GCN

Por Sonia Machiavelli
especial para GCN

25/12/2021 - Tempo de leitura: 2 min

Ingredientes:

  • 6 brioches amanhecidos
  • 2 xícaras (chá) de leite
  • ½ lata de leite condensado
  • 3 ovos
  • 1 colher (chá) de essência de baunilha
  • Açúcar refinado e canela para polvilhar

Brasileiros, exageramos à mesa no Natal e isso faz parte de uma tradição de séculos. Há pratos que só nessa data. Nas últimas décadas, estimulados pelo hábito americano, nós os consumimos apenas na ceia e no almoço natalinos. É o caso do peru e do chester, aves que nos chegam congeladas e, cá pra nós, nada têm da mesa típica brasileira, aquela que durante séculos privilegiou a leitoa, o lombo, o frango - todos, com suas respectivas farofas.

Já as sobremesas não seguem um padrão e variam de acordo com o gosto de cada família. Muito pudim de leite condensado, torta de chocolate, pavê de morango - aproveitando a safra. O doce de figo tem relação olfativa e gustativa com a época e quando bem feito é delicioso. Portugueses não dispensam arroz-doce, que servem em tigelinhas individuais, polvilhados com canela. Mas também é da tradição lusitana preparar rabanadas com rodelas de pão amanhecido, molhado no leite açucarado, passado em ovos batidos e fritas em óleo aquecido na frigideira larga. Cada terra com seu uso.

Num dos últimos programas do Anthony Bourdain apareceu um chef que ao falar da comida de infância lembrou-se emocionado das rabanadas em suas origens nas Filipinas, confirmando minha tese de que um prato quando preparado com ingrediente e técnicas simples tem grande chance de ganhar o mundo. Imagino que aos filipinos as rabanadas chegaram pela via dos espanhóis colonizadores.

Embora indiciadas para o Natal, elas podem ser servidas em qualquer ocasião. De manhã, à tarde, à noite quando bate alguma fome fora de hora. E se a única objeção de alguns era o fato de serem fritas, o problema acabou. As da foto ficam excelentes e são assadas. Sequinhas por fora e úmidas por dentro. O pão a ser usado fará toda diferença. Pode ser o italiano ou francês, desde que tenham bastante miolo. Nessa receita usei brioche.

Corte o topo e a base dos brioches, com cuidado. Isso é para que fiquem todos com o mesmo formato redondo e possam absorver líquido em iguais quantidades. Corte cada um ao meio, obtendo doze rodelas. Num prato misture bem o leite de vaca, o condensado e a baunilha. Mergulhe as rodelas de brioche de um lado e de outro, um minuto de cada lado. Passe-as pelos ovos bem batidos em outro prato. Retire-os com um pegador e escorra, deixando cair o excesso. Coloque as fatias numa assadeira revestida de teflon ou em uma tradicional, untada com óleo. Leve ao forno preaquecido e asse por sete minutos de um lado e sete de outro. Elas devem ficar douradas. Retire-as com espátula, coloque em bandeja e polvilhe a mistura de açúcar e canela. Essas rabanadas podem permanecer na mesa do Natal do começo ao fim da ceia, pois são também decorativas.

Feliz Natal a todos que me acompanharam por aqui durante o ano.

Sônia Machiavelli é escritora e editora do GCN.

Ingredientes:

  • 6 brioches amanhecidos
  • 2 xícaras (chá) de leite
  • ½ lata de leite condensado
  • 3 ovos
  • 1 colher (chá) de essência de baunilha
  • Açúcar refinado e canela para polvilhar

Brasileiros, exageramos à mesa no Natal e isso faz parte de uma tradição de séculos. Há pratos que só nessa data. Nas últimas décadas, estimulados pelo hábito americano, nós os consumimos apenas na ceia e no almoço natalinos. É o caso do peru e do chester, aves que nos chegam congeladas e, cá pra nós, nada têm da mesa típica brasileira, aquela que durante séculos privilegiou a leitoa, o lombo, o frango - todos, com suas respectivas farofas.

Já as sobremesas não seguem um padrão e variam de acordo com o gosto de cada família. Muito pudim de leite condensado, torta de chocolate, pavê de morango - aproveitando a safra. O doce de figo tem relação olfativa e gustativa com a época e quando bem feito é delicioso. Portugueses não dispensam arroz-doce, que servem em tigelinhas individuais, polvilhados com canela. Mas também é da tradição lusitana preparar rabanadas com rodelas de pão amanhecido, molhado no leite açucarado, passado em ovos batidos e fritas em óleo aquecido na frigideira larga. Cada terra com seu uso.

Num dos últimos programas do Anthony Bourdain apareceu um chef que ao falar da comida de infância lembrou-se emocionado das rabanadas em suas origens nas Filipinas, confirmando minha tese de que um prato quando preparado com ingrediente e técnicas simples tem grande chance de ganhar o mundo. Imagino que aos filipinos as rabanadas chegaram pela via dos espanhóis colonizadores.

Embora indiciadas para o Natal, elas podem ser servidas em qualquer ocasião. De manhã, à tarde, à noite quando bate alguma fome fora de hora. E se a única objeção de alguns era o fato de serem fritas, o problema acabou. As da foto ficam excelentes e são assadas. Sequinhas por fora e úmidas por dentro. O pão a ser usado fará toda diferença. Pode ser o italiano ou francês, desde que tenham bastante miolo. Nessa receita usei brioche.

Corte o topo e a base dos brioches, com cuidado. Isso é para que fiquem todos com o mesmo formato redondo e possam absorver líquido em iguais quantidades. Corte cada um ao meio, obtendo doze rodelas. Num prato misture bem o leite de vaca, o condensado e a baunilha. Mergulhe as rodelas de brioche de um lado e de outro, um minuto de cada lado. Passe-as pelos ovos bem batidos em outro prato. Retire-os com um pegador e escorra, deixando cair o excesso. Coloque as fatias numa assadeira revestida de teflon ou em uma tradicional, untada com óleo. Leve ao forno preaquecido e asse por sete minutos de um lado e sete de outro. Elas devem ficar douradas. Retire-as com espátula, coloque em bandeja e polvilhe a mistura de açúcar e canela. Essas rabanadas podem permanecer na mesa do Natal do começo ao fim da ceia, pois são também decorativas.

Feliz Natal a todos que me acompanharam por aqui durante o ano.

Sônia Machiavelli é escritora e editora do GCN.

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