RECEITAS DA SONIA

RECEITAS DA SONIA

Rocambole salgado

Rocambole salgado

Originalmente, este tipo de bolo era somente doce e foi trazido da Europa para o Brasil durante o período imperial.

Originalmente, este tipo de bolo era somente doce e foi trazido da Europa para o Brasil durante o período imperial.

Por Sonia Machiavelli | 31/12/2021 | Tempo de leitura: 3 min
especial para GCN

Por Sonia Machiavelli
especial para GCN

31/12/2021 - Tempo de leitura: 3 min

Ingredientes:

  • ½ kg de batatas
  • 1 ovo
  • 2 gemas
  • ½ xícara de leite
  • 1 colher (sopa) de manteiga
  • Sal
  • 3 colheres de farinha de trigo
  • Farinha de rosca para polvilhar a forma
  • Parmesão ralado para gratinar.

Recheio:

  • 1 maço de espinafre
  • 1 colher (sopa) de azeite
  • 1 pitada de sal
  • 2 colheres (sopa) de manteiga
  • 2 colheres (sopa) de farinha de trigo
  • 2 xícaras (chá) de leite
     

Rocambole é palavra que saltou da literatura para a culinária. É nome de personagem de uma série de histórias escritas no século 19 por um escritor francês, Ponson du Terrail, famoso por seus incontáveis folhetins. Ele escreveu cerca de duzentos! Para quem não sabe, o folhetim era a telenovela daquele tempo. Jornais traziam nos rodapés narrativas seriadas, segundo o gosto popular, a fim de garantir assinantes.

Muita gente comprava jornal apenas para seguir o enredo dos folhetins. O sucesso de Terrail como folhetinista começou com a estreia de Os Dramas de Paris, projetado para ser uma “série”, cuja primeira história chamava-se A Herança Misteriosa. Contava a saga de Armand, um homem rico que pretendia esquecer seu passado sombrio levando auxílio aos necessitados. Foi nela que apareceu pela primeira vez o personagem Rocambole, anti-herói que, mesmo não sendo protagonista, roubou a cena e conquistou o público.

Animado com a boa recepção, o autor publicou a segunda história, O Clube dos Valetes de Copas, trazendo outra vez Rocambole. O êxito se repetiu, o personagem ganhou novos fãs e, de tão querido pelo público, acabou virando a figura principal da série a partir da terceira história: As Proezas de Rocambole. Desde então foram mais sete folhetins com histórias tão enroladas que deram origem ao adjetivo “rocambolesco”. Uma história rocambolesca era aquela que tinha tantas idas e vindas que se tornava difícil entender.

Desdenhado pela crítica, que o taxava de inverossímil, estereotipado e vulgar, dentre muitos outros defeitos apontados, Rocambole era idolatrado pelo povo e sobreviveu a seu criador. Quando um chef parisiense criou um bolo enrolado sobre si mesmo feito caracol deu-lhe o nome de rocambole. Era uma homenagem.

Originalmente, este tipo de bolo era somente doce e foi trazido da Europa para o Brasil durante o período imperial. Com o passar do tempo, consolidou-se nas cozinhas de senhores de engenho como uma iguaria estreitamente associada ao nordeste: típico de Pernambuco, amado até hoje com recheio de goiabada em suas dezenas de volutas, o bolo de rolo, assim batizado, nada mais é que um rocambole. Se a goiabada é insubstituível no bolo de rolo, não o é em outros lugares do nosso Brasil, onde aparecem doce de leite, pasta de amendoim, geleias de frutas, creme pasteleiro etc.

Hoje não só variam os doces do recheio, como também o sabor, que pode ser salgado. O rocambole de batata com recheio de creme de espinafre é um prato leve, nutritivo, de bonita apresentação. Se você não gosta de espinafre, pode trocar o vegetal por carne moída, frango desfiado, creme de queijo e o que mais a criatividade ensejar. É uma boa sugestão para esses dias pós-comilanças de fim de ano.

Cozinhe a batata descascada, passe pelo espremedor, junte o ovo batido, mais as duas gemas, o leite, a manteiga, o sal e a farinha de trigo. Misture. Unte bem com azeite uma forma retangular rasa, polvilhe com farinha de rosca, estenda o purê de maneira uniforme e leve ao forno preaquecido a 180° por vinte minutos. Enquanto a massa assa, faça o recheio. Refogue no azeite as folhas de espinafre (sem os talos).

Quando estiverem murchas, tempere com pitada de sal e reserve. Numa frigideira derreta a manteiga e misture nela a farinha de trigo, mexendo sem parar a fim de não empelotar e ficar bem cozida. Acrescente devagar o leite, mexendo até ficar consistente. Agregue o espinafre, mexa, prove o sal e desligue a chama. Deixe amornar e leve ao processador para obter um creme homogêneo.

Quando a massa estiver levemente dourada, retire do forno. Aguarde amornar e desenforme sobre um pano de prato (não precisa ser umedecido). Espalhe o recheio frio de creme de espinafre e com o auxílio do pano vá enrolando a massa a partir da parte mais larga. Coloque num refratário, polvilhe parmesão ralado e leve ao forno para gratinar.

Ingredientes:

  • ½ kg de batatas
  • 1 ovo
  • 2 gemas
  • ½ xícara de leite
  • 1 colher (sopa) de manteiga
  • Sal
  • 3 colheres de farinha de trigo
  • Farinha de rosca para polvilhar a forma
  • Parmesão ralado para gratinar.

Recheio:

  • 1 maço de espinafre
  • 1 colher (sopa) de azeite
  • 1 pitada de sal
  • 2 colheres (sopa) de manteiga
  • 2 colheres (sopa) de farinha de trigo
  • 2 xícaras (chá) de leite
     

Rocambole é palavra que saltou da literatura para a culinária. É nome de personagem de uma série de histórias escritas no século 19 por um escritor francês, Ponson du Terrail, famoso por seus incontáveis folhetins. Ele escreveu cerca de duzentos! Para quem não sabe, o folhetim era a telenovela daquele tempo. Jornais traziam nos rodapés narrativas seriadas, segundo o gosto popular, a fim de garantir assinantes.

Muita gente comprava jornal apenas para seguir o enredo dos folhetins. O sucesso de Terrail como folhetinista começou com a estreia de Os Dramas de Paris, projetado para ser uma “série”, cuja primeira história chamava-se A Herança Misteriosa. Contava a saga de Armand, um homem rico que pretendia esquecer seu passado sombrio levando auxílio aos necessitados. Foi nela que apareceu pela primeira vez o personagem Rocambole, anti-herói que, mesmo não sendo protagonista, roubou a cena e conquistou o público.

Animado com a boa recepção, o autor publicou a segunda história, O Clube dos Valetes de Copas, trazendo outra vez Rocambole. O êxito se repetiu, o personagem ganhou novos fãs e, de tão querido pelo público, acabou virando a figura principal da série a partir da terceira história: As Proezas de Rocambole. Desde então foram mais sete folhetins com histórias tão enroladas que deram origem ao adjetivo “rocambolesco”. Uma história rocambolesca era aquela que tinha tantas idas e vindas que se tornava difícil entender.

Desdenhado pela crítica, que o taxava de inverossímil, estereotipado e vulgar, dentre muitos outros defeitos apontados, Rocambole era idolatrado pelo povo e sobreviveu a seu criador. Quando um chef parisiense criou um bolo enrolado sobre si mesmo feito caracol deu-lhe o nome de rocambole. Era uma homenagem.

Originalmente, este tipo de bolo era somente doce e foi trazido da Europa para o Brasil durante o período imperial. Com o passar do tempo, consolidou-se nas cozinhas de senhores de engenho como uma iguaria estreitamente associada ao nordeste: típico de Pernambuco, amado até hoje com recheio de goiabada em suas dezenas de volutas, o bolo de rolo, assim batizado, nada mais é que um rocambole. Se a goiabada é insubstituível no bolo de rolo, não o é em outros lugares do nosso Brasil, onde aparecem doce de leite, pasta de amendoim, geleias de frutas, creme pasteleiro etc.

Hoje não só variam os doces do recheio, como também o sabor, que pode ser salgado. O rocambole de batata com recheio de creme de espinafre é um prato leve, nutritivo, de bonita apresentação. Se você não gosta de espinafre, pode trocar o vegetal por carne moída, frango desfiado, creme de queijo e o que mais a criatividade ensejar. É uma boa sugestão para esses dias pós-comilanças de fim de ano.

Cozinhe a batata descascada, passe pelo espremedor, junte o ovo batido, mais as duas gemas, o leite, a manteiga, o sal e a farinha de trigo. Misture. Unte bem com azeite uma forma retangular rasa, polvilhe com farinha de rosca, estenda o purê de maneira uniforme e leve ao forno preaquecido a 180° por vinte minutos. Enquanto a massa assa, faça o recheio. Refogue no azeite as folhas de espinafre (sem os talos).

Quando estiverem murchas, tempere com pitada de sal e reserve. Numa frigideira derreta a manteiga e misture nela a farinha de trigo, mexendo sem parar a fim de não empelotar e ficar bem cozida. Acrescente devagar o leite, mexendo até ficar consistente. Agregue o espinafre, mexa, prove o sal e desligue a chama. Deixe amornar e leve ao processador para obter um creme homogêneo.

Quando a massa estiver levemente dourada, retire do forno. Aguarde amornar e desenforme sobre um pano de prato (não precisa ser umedecido). Espalhe o recheio frio de creme de espinafre e com o auxílio do pano vá enrolando a massa a partir da parte mais larga. Coloque num refratário, polvilhe parmesão ralado e leve ao forno para gratinar.

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