LUTO

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Aos 47 anos, morre Roberta Helena Junqueira

Aos 47 anos, morre Roberta Helena Junqueira

A vida de Roberta foi uma das mais belas histórias de superação já registradas em Franca. "A toda a sua família, meus sentimentos", diz o jornalista Corrêa Neves Jr, contemporâneo de Roberta.

A vida de Roberta foi uma das mais belas histórias de superação já registradas em Franca. "A toda a sua família, meus sentimentos", diz o jornalista Corrêa Neves Jr, contemporâneo de Roberta.

Por Pedro Baccelli | 11/01/2022 | Tempo de leitura: 2 min
da Redação

Por Pedro Baccelli
da Redação

11/01/2022 - Tempo de leitura: 2 min

Reprodução

Roberta Helena Junqueira de Toledo, 47 anos
Uma das mais belas histórias de superação teve seu último capítulo escrito na manhã dessa última sábado, 8. Roberta Helena Junqueira de Toledo, de 47 anos, foi vítima de câncer e faleceu às 7h50. Sem filhos, Roberta deixa seu marido Valter Moreno, com quem teve uma união de 22 anos. 
 
Roberta nasceu com má formação nos braços e pernas. A anomalia, severa, poderia ter restringido e limitado sua existência, mas foi superada, dia a dia, pela guerreira, invariavelmente com um sorriso no rosto. "Uma vez, no aniversário do tio Celso, você (Roberta) quis fazer uma foto do tio Áureo. Eu, na minha pequinesa, fui tentar ajudar. Com o sorriso sempre presente, fez sua caminhada terrena sempre sorrindo e disse-me: 'pode ficar tranquila tia, eu sei fazer'. Rapidinho você fez a foto do tio Áureo", recorda a tia Maria Luíza de Toledo. A tarefa, simples para qualquer, era um desafio gigantesco para Roberta – e foi vencido, como tantos outros.
 
"Estudei com a Roberta na Dinâmica Espiral. Ainda criança, tive com ela as primeiras lições sobre o que significa superação, força de vontade, determinação. Apesar das grandes dificuldades que tinha impostas pela deficiência, ela não se abalava. Não queria que sentissem pena. Andava sozinha, fazia as lições sozinha, escrevia sozinha, com a caneta apoiada entre o pescoço e o ombro. Era boa aluna, casou-se, virou atleta. Tinha um grande coração e uma vontade férrea", disse o jornalista Corrêa Neves Jr, editor-chefe do GCN, que foi contemporâneo de Roberta.
 
Vencendo todas as dificuldades, Roberta representou Franca em campeonatos de natação para pessoas com deficiência. Ao lado do marido Valter Moreno construiu sua vida. O casal morava em um sítio em Franca. Há dez anos, Roberta descobriu que tinha câncer. Infelizmente, nos últimos dias, a doença se espalhou para mais órgãos e Roberta acabou morrendo no hospital São Joaquim/Unimed. 
 
O jornalista Corrêa Neves Jr lamenta a perda da amiga de infância. "Parte cedo, muito cedo, mas deixa em todos que a conheceram em algum momento da vida um misto de saudade e profundo respeito. Muito obrigado, Roberta, por me ensinar que nenhuma barreira é grande o bastante para impedir o avanço de uma pessoa determinada, com vontade de viver e cheia de garra para lutar. A toda a sua família, meus sentimentos".
 
Maria Luíza agradeceu a sobrinha por ter feito parte de sua vida e ter sido um exemplo de resistência e força. "Você é mais um motivo para termos tanto orgulho de sermos De Toledo. As mulheres Toledo são fortes! Você nos mostrou a dimensão dessa força. Seus exemplos de vida, fé, amor, garra, perseverança, generosidade com a vida, luta e alegria me fizeram um ser humano melhor". 
 
O velório aconteceu no São Vicente e o sepultamento na tarde desse último sábado, 8, no cemitério da Saudade
Uma das mais belas histórias de superação teve seu último capítulo escrito na manhã dessa última sábado, 8. Roberta Helena Junqueira de Toledo, de 47 anos, foi vítima de câncer e faleceu às 7h50. Sem filhos, Roberta deixa seu marido Valter Moreno, com quem teve uma união de 22 anos. 
 
Roberta nasceu com má formação nos braços e pernas. A anomalia, severa, poderia ter restringido e limitado sua existência, mas foi superada, dia a dia, pela guerreira, invariavelmente com um sorriso no rosto. "Uma vez, no aniversário do tio Celso, você (Roberta) quis fazer uma foto do tio Áureo. Eu, na minha pequinesa, fui tentar ajudar. Com o sorriso sempre presente, fez sua caminhada terrena sempre sorrindo e disse-me: 'pode ficar tranquila tia, eu sei fazer'. Rapidinho você fez a foto do tio Áureo", recorda a tia Maria Luíza de Toledo. A tarefa, simples para qualquer, era um desafio gigantesco para Roberta – e foi vencido, como tantos outros.
 
"Estudei com a Roberta na Dinâmica Espiral. Ainda criança, tive com ela as primeiras lições sobre o que significa superação, força de vontade, determinação. Apesar das grandes dificuldades que tinha impostas pela deficiência, ela não se abalava. Não queria que sentissem pena. Andava sozinha, fazia as lições sozinha, escrevia sozinha, com a caneta apoiada entre o pescoço e o ombro. Era boa aluna, casou-se, virou atleta. Tinha um grande coração e uma vontade férrea", disse o jornalista Corrêa Neves Jr, editor-chefe do GCN, que foi contemporâneo de Roberta.
 
Vencendo todas as dificuldades, Roberta representou Franca em campeonatos de natação para pessoas com deficiência. Ao lado do marido Valter Moreno construiu sua vida. O casal morava em um sítio em Franca. Há dez anos, Roberta descobriu que tinha câncer. Infelizmente, nos últimos dias, a doença se espalhou para mais órgãos e Roberta acabou morrendo no hospital São Joaquim/Unimed. 
 
O jornalista Corrêa Neves Jr lamenta a perda da amiga de infância. "Parte cedo, muito cedo, mas deixa em todos que a conheceram em algum momento da vida um misto de saudade e profundo respeito. Muito obrigado, Roberta, por me ensinar que nenhuma barreira é grande o bastante para impedir o avanço de uma pessoa determinada, com vontade de viver e cheia de garra para lutar. A toda a sua família, meus sentimentos".
 
Maria Luíza agradeceu a sobrinha por ter feito parte de sua vida e ter sido um exemplo de resistência e força. "Você é mais um motivo para termos tanto orgulho de sermos De Toledo. As mulheres Toledo são fortes! Você nos mostrou a dimensão dessa força. Seus exemplos de vida, fé, amor, garra, perseverança, generosidade com a vida, luta e alegria me fizeram um ser humano melhor". 
 
O velório aconteceu no São Vicente e o sepultamento na tarde desse último sábado, 8, no cemitério da Saudade

2 COMENTÁRIOS

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  • Daniel Jacintho
    11/01/2022 2 Curtiram
    A pessoa mais incrível que conheci! Aprendi muito com você Beta! Grato por ter convivido esse tempo com vcs!
  • M.Antoninha.
    12/01/2022
    Roberta, morou no Bairro São José, e nessa epoca eu tinha os filhos pequenos Roberta era minha visinha, e ia muito la em casa. Foram anos alegres onde todos brincavam na rua. Ate hoje a minha caçula, a Raquel, mantem contato com ela. Foi um exemplo de superação e alegria de viver. Desejo ao esposo, Carolina e família todo o meu amor e amisade .