RECEITAS DA SONIA

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Biscoito de polvilho

Biscoito de polvilho

Feito com polvilho, água, óleo, pitada de sal ou de açúcar, às vezes ovos se tiver, o biscoito de polvilho deve ser a quitanda mais antiga do Brasil.

Feito com polvilho, água, óleo, pitada de sal ou de açúcar, às vezes ovos se tiver, o biscoito de polvilho deve ser a quitanda mais antiga do Brasil.

Por Sonia Machiavelli | 26/02/2022 | Tempo de leitura: 2 min
especial para GCN

Por Sonia Machiavelli
especial para GCN

26/02/2022 - Tempo de leitura: 2 min

Ingredientes:

  • 250 g de polvilho azedo
  • 100 ml de água fervente
  • 80 ml de óleo em temperatura ambiente
  • 2 ovos
  • Sal a gosto
     

Feito com polvilho, água, óleo, pitada de sal ou de açúcar, às vezes ovos se tiver, o biscoito de polvilho deve ser a quitanda mais antiga do Brasil. Historiadores atestam sua presença no tabuleiro das negras escravizadas que mourejavam no Brasil escravocrata mesmo depois da Abolição. Entregues ao deus-dará, as mulheres que haviam aprendido a fazer quitutes na casa-grande saíam vendendo suas iguarias, entre elas os biscoitos de polvilho. Hoje, em todo o país, não há supermercado que não venda tal produto, mas industrializado.

Sua origem é Minas Gerais, embora tenha ganhado popularidade no Rio de Janeiro, sob o nome fantasia “Biscoitos Globo”. A marca é propriedade de uma família há cinco gerações. Sem marketing, sem mudar a receita nem a embalagem, é pioneira e majoritária em vendas nas praias. A única mudança ocorrida nos pacotes foi na cor do título: verde para os salgados e vermelho para os doces. A razão é que os ambulantes, que até hoje formam fila na porta da fábrica todas as manhãs, eram em sua maioria analfabetos. Assim, não sabiam ler “salgado” ou “doce”. Para facilitar, os donos optaram pelas cores, mantidas até hoje. Olhou, identificou.

Poucos ingredientes fazem a quitanda antiga que varou séculos. A textura aerada do biscoito, sua maior qualidade, se deve ao fato de que a água da massa começa a evaporar assim que levada ao forno quente. Então os gases se expandem. No final do cozimento, as paredes das células de polvilho formam uma crosta na parte exterior do biscoito e o impedem de continuar crescendo.

É assim que eles chegam ao tamanho final, cheios de buracos. A gente pode preparar biscoitos de polvilho em quinze minutos. Em uma vasilha coloque o polvilho e o sal. Mexa. Ferva a água e o óleo juntos e despeje sobre o polvilho. Mexa primeiro com colher, até formar uma farofa grossa. Assim que esfriar, vá adicionando os ovos, um de cada vez, e sovando.

O ponto é o de uma massa de bolo mais espessa. Se precisar, coloque mais um ovo. Ponha a massa em um saquinho de confeiteiro com bico médio e modele os biscoitos em uma fôrma untada e polvilhada com farinha. Se não tiver o saco de confeitar, use um saquinho plástico, preencha-o com a massa e faça um pequeno corte numa das pontas. Por este corte a massa sairá no formato que se quiser. Os mais usuais são palitos e rodelas. Leve para assar em forno preaquecido a 180º por cerca de 25 minutos. Lembre-se de deixar espaços entre os biscoitos, pois eles dobram de volume.

Sirva com cafezinho. Mas consuma com moderação. Ô trem bão!

Ingredientes:

  • 250 g de polvilho azedo
  • 100 ml de água fervente
  • 80 ml de óleo em temperatura ambiente
  • 2 ovos
  • Sal a gosto
     

Feito com polvilho, água, óleo, pitada de sal ou de açúcar, às vezes ovos se tiver, o biscoito de polvilho deve ser a quitanda mais antiga do Brasil. Historiadores atestam sua presença no tabuleiro das negras escravizadas que mourejavam no Brasil escravocrata mesmo depois da Abolição. Entregues ao deus-dará, as mulheres que haviam aprendido a fazer quitutes na casa-grande saíam vendendo suas iguarias, entre elas os biscoitos de polvilho. Hoje, em todo o país, não há supermercado que não venda tal produto, mas industrializado.

Sua origem é Minas Gerais, embora tenha ganhado popularidade no Rio de Janeiro, sob o nome fantasia “Biscoitos Globo”. A marca é propriedade de uma família há cinco gerações. Sem marketing, sem mudar a receita nem a embalagem, é pioneira e majoritária em vendas nas praias. A única mudança ocorrida nos pacotes foi na cor do título: verde para os salgados e vermelho para os doces. A razão é que os ambulantes, que até hoje formam fila na porta da fábrica todas as manhãs, eram em sua maioria analfabetos. Assim, não sabiam ler “salgado” ou “doce”. Para facilitar, os donos optaram pelas cores, mantidas até hoje. Olhou, identificou.

Poucos ingredientes fazem a quitanda antiga que varou séculos. A textura aerada do biscoito, sua maior qualidade, se deve ao fato de que a água da massa começa a evaporar assim que levada ao forno quente. Então os gases se expandem. No final do cozimento, as paredes das células de polvilho formam uma crosta na parte exterior do biscoito e o impedem de continuar crescendo.

É assim que eles chegam ao tamanho final, cheios de buracos. A gente pode preparar biscoitos de polvilho em quinze minutos. Em uma vasilha coloque o polvilho e o sal. Mexa. Ferva a água e o óleo juntos e despeje sobre o polvilho. Mexa primeiro com colher, até formar uma farofa grossa. Assim que esfriar, vá adicionando os ovos, um de cada vez, e sovando.

O ponto é o de uma massa de bolo mais espessa. Se precisar, coloque mais um ovo. Ponha a massa em um saquinho de confeiteiro com bico médio e modele os biscoitos em uma fôrma untada e polvilhada com farinha. Se não tiver o saco de confeitar, use um saquinho plástico, preencha-o com a massa e faça um pequeno corte numa das pontas. Por este corte a massa sairá no formato que se quiser. Os mais usuais são palitos e rodelas. Leve para assar em forno preaquecido a 180º por cerca de 25 minutos. Lembre-se de deixar espaços entre os biscoitos, pois eles dobram de volume.

Sirva com cafezinho. Mas consuma com moderação. Ô trem bão!

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