RECEITAS DA SONIA

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Bolinho de mandioca

Bolinho de mandioca

Ela comparece certeira nos churrascos, ao lado da farofa. Faz pães fofinhos. Transforma-se em quibebe. Estrutura os escondidinhos. Cozida com sal, simplesmente, substitui o pão nas mesas nordestinas.

Ela comparece certeira nos churrascos, ao lado da farofa. Faz pães fofinhos. Transforma-se em quibebe. Estrutura os escondidinhos. Cozida com sal, simplesmente, substitui o pão nas mesas nordestinas.

Por Sonia Machiavelli | 05/03/2022 | Tempo de leitura: 2 min
especial para GCN

Por Sonia Machiavelli
especial para GCN

05/03/2022 - Tempo de leitura: 2 min

Ingredientes:

  • 2 pratos fundos de massa de mandioca
  • 2 ovos grandes
  • 3 colheres de farinha de trigo
  • Sal a gosto
  • 2 colheres (sopa) de salsinha picadinha
     

Ela comparece certeira nos churrascos, ao lado da farofa. Faz pães fofinhos. Transforma-se em quibebe. Estrutura os escondidinhos. Cozida com sal, simplesmente, substitui o pão nas mesas nordestinas. Frita é uma tentação. Entra na feitura de muitos  bolos. Seus subprodutos são apreciados em todas as regiões do país:  a farinha vai junto ao arroz com feijão, os polvilhos doce e azedo fazem pães de queijo e outras quitandas; a tapioca lisa ou granulada é consumida com recheios diversos; o sagu com vinho é sobremesa refrescante. Sua Excelência, a mandioca, vem nos alimentando desde o descobrimento.

Nossa produção é basicamente para ao mercado interno. Segundo o IBGE, dados de 2018 dão conta de que 21 milhões de toneladas foram consumidas pelos brasileiros no ano anterior. A produção nacional é forte, mas não a maior do mundo. Estão à nossa frente Nigéria, Tailândia, Indonésia. O número de três anos atrás deve ter sido reduzido em razão  da estiagem e dos reflexos da pandemia de coronavírus. Mesmo assim a própria safra deve bater os 29 milhões de toneladas.  Os maiores cultivos estão nas regiões Norte (34,5%), Nordeste (23,6%) e Sul (24,8%).  Dentre os estados de maior participação destacam-se  Pará, Bahia, Ceará e Maranhão que, somados, representam aproximadamente 70% da área brasileira plantada.

O bolinho de mandioca pode ser uma mistura, uma entrada, um petisco. Simples nos ingredientes e fácil de preparar, a receita que o leitor e a leitora aqui encontram foi extraída de um caderno do final do século 19. Assim, a medida é a do prato, como se fazia antigamente, e não a das xícaras ou gramas, como é usual hoje.

Então, é assim que se faz. Depois de descascar a raiz e cortá-la ao meio na vertical para retirar o fiapo central, pique em pedaços médios, leve ao fogo coberta com água e pitada de sal; cozinhe bem. Em seguida escorra a água e leve os pedaços, ainda quentes, ao espremedor. Para cada prato de massa, junta-se um ovo. No caso, sendo dois os pratos, são dois ovos. Mexa para agregar bem. Prove o sal. Junte  a farinha de trigo.  Amasse com as mãos. Agregue a salsinha e volte a sovar até a massa ficar lisa e com consistência para enrolar. Unte as mãos com óleo e faça bolinhas, usando como medida uma colher de sopa. Frite em óleo quente, escorra em papel toalha e sirva em seguida.

Vai bem aí uma cerveja gelada.

Ingredientes:

  • 2 pratos fundos de massa de mandioca
  • 2 ovos grandes
  • 3 colheres de farinha de trigo
  • Sal a gosto
  • 2 colheres (sopa) de salsinha picadinha
     

Ela comparece certeira nos churrascos, ao lado da farofa. Faz pães fofinhos. Transforma-se em quibebe. Estrutura os escondidinhos. Cozida com sal, simplesmente, substitui o pão nas mesas nordestinas. Frita é uma tentação. Entra na feitura de muitos  bolos. Seus subprodutos são apreciados em todas as regiões do país:  a farinha vai junto ao arroz com feijão, os polvilhos doce e azedo fazem pães de queijo e outras quitandas; a tapioca lisa ou granulada é consumida com recheios diversos; o sagu com vinho é sobremesa refrescante. Sua Excelência, a mandioca, vem nos alimentando desde o descobrimento.

Nossa produção é basicamente para ao mercado interno. Segundo o IBGE, dados de 2018 dão conta de que 21 milhões de toneladas foram consumidas pelos brasileiros no ano anterior. A produção nacional é forte, mas não a maior do mundo. Estão à nossa frente Nigéria, Tailândia, Indonésia. O número de três anos atrás deve ter sido reduzido em razão  da estiagem e dos reflexos da pandemia de coronavírus. Mesmo assim a própria safra deve bater os 29 milhões de toneladas.  Os maiores cultivos estão nas regiões Norte (34,5%), Nordeste (23,6%) e Sul (24,8%).  Dentre os estados de maior participação destacam-se  Pará, Bahia, Ceará e Maranhão que, somados, representam aproximadamente 70% da área brasileira plantada.

O bolinho de mandioca pode ser uma mistura, uma entrada, um petisco. Simples nos ingredientes e fácil de preparar, a receita que o leitor e a leitora aqui encontram foi extraída de um caderno do final do século 19. Assim, a medida é a do prato, como se fazia antigamente, e não a das xícaras ou gramas, como é usual hoje.

Então, é assim que se faz. Depois de descascar a raiz e cortá-la ao meio na vertical para retirar o fiapo central, pique em pedaços médios, leve ao fogo coberta com água e pitada de sal; cozinhe bem. Em seguida escorra a água e leve os pedaços, ainda quentes, ao espremedor. Para cada prato de massa, junta-se um ovo. No caso, sendo dois os pratos, são dois ovos. Mexa para agregar bem. Prove o sal. Junte  a farinha de trigo.  Amasse com as mãos. Agregue a salsinha e volte a sovar até a massa ficar lisa e com consistência para enrolar. Unte as mãos com óleo e faça bolinhas, usando como medida uma colher de sopa. Frite em óleo quente, escorra em papel toalha e sirva em seguida.

Vai bem aí uma cerveja gelada.

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