RECEITA

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Doce de abóbora

Doce de abóbora

O doce de abóbora faz parte das memórias de infância de muita gente e, quase sempre, associa-se à imagem de alguma avó.

O doce de abóbora faz parte das memórias de infância de muita gente e, quase sempre, associa-se à imagem de alguma avó.

Por Sonia Machiavelli | 01/05/2022 | Tempo de leitura: 2 min
especial para o GCN

Por Sonia Machiavelli
especial para o GCN

01/05/2022 - Tempo de leitura: 2 min

Ingredientes:

  • 1 kg de abóbora madura
  • ½ kg de açúcar
  • 1 xícara (chá) de coco ralado
  • 6 cravos-da-india
  • 1 rama de canela

O doce de abóbora faz parte das memórias de infância de muita gente e, quase sempre, associa-se à imagem de alguma avó. Talvez em tempo passado tenha sido preparado especialmente para netos por sua cor chamativa, textura macia, longo tempo de validade. Bem acondicionado em vidros esterilizados, dura três meses na geladeira.

Abóbora para doce deve ser a do tipo “pescoço”. Ela é geralmente grande, comprida, cor de laranja, de casca dura e bem seca no ponto onde se prendia à rama quando verde. Descascá-la pede faca bem afiada. Alguns supermercados vendem a abóbora já descascada, picada, embalada em pratos de isopor. Aí fica ainda mais fácil fazer o doce saboroso e lindo de se ver. Mas... não se pode usar outro tipo de abóbora, como a cabotiá? Não. As fibras vão se desfazer com o cozimento e não permitirão ao doce mostrar a textura que o torna ainda mais especial entre os doces brasileiros. A abóbora cabotiá é ingrediente de outro tipo de doce. Cortada em gomos e com a casca (deve ser lavada com escovinha), é disposta em assadeira e sobre os gomos esparramam-se pedacinhos de rapadura. Leva-se ao forno por quarenta minutos, que é o tempo de cozinhar e derreter a rapadura. É sobremesa antiga e muito boa.

Para o doce da foto, a proporção entre massa e açúcar é de um para meio. Ou seja, para cada quilo de abóbora já descascada, meio quilo de açúcar cristal. Este tipo de açúcar deixa qualquer doce mais brilhante. Mas você pode fazer com o refinado, o mascavo ou demerara.  O ponto negativo desses dois últimos é que eles mudam um pouco a bela cor do doce.

Coloque a abóbora descascada e cortada em cubos de três cm em panela funda e junte o açúcar, a canela e o cravo. Não é preciso acrescentar água. Ao cozinhar, a abóbora vai desidratar bastante, cozinhando-se no seu próprio caldo misturado ao açúcar. Tampe a panela e deixe no fogo por meia hora. Ao fim desse tempo destampe e vá mexendo e esmagando os pedaços contra as laterais e o fundo da panela. Quando o caldo começar a secar, agregue o coco ralado e volte a mexer de vez em quando para não grudar no fundo da panela. Estará pronto quando a colher fizer um risco que permita ver o fundo. Retire do fogo e deixe amornar antes de colocar em compoteira. Enfeite com cravinhos, canela em pau ou anis estrelado. Sirva como sobremesa ao lado de um queijo fresco branquinho. Como diz a outra, “é de comer de joelhos”.

PS. Crianças da minha geração em idade escolar levavam como lanche um pão francês recheado com esse doce, que fazia então as vezes de geleia sem pectina. Era bom e nós sabíamos.

Ingredientes:

  • 1 kg de abóbora madura
  • ½ kg de açúcar
  • 1 xícara (chá) de coco ralado
  • 6 cravos-da-india
  • 1 rama de canela

O doce de abóbora faz parte das memórias de infância de muita gente e, quase sempre, associa-se à imagem de alguma avó. Talvez em tempo passado tenha sido preparado especialmente para netos por sua cor chamativa, textura macia, longo tempo de validade. Bem acondicionado em vidros esterilizados, dura três meses na geladeira.

Abóbora para doce deve ser a do tipo “pescoço”. Ela é geralmente grande, comprida, cor de laranja, de casca dura e bem seca no ponto onde se prendia à rama quando verde. Descascá-la pede faca bem afiada. Alguns supermercados vendem a abóbora já descascada, picada, embalada em pratos de isopor. Aí fica ainda mais fácil fazer o doce saboroso e lindo de se ver. Mas... não se pode usar outro tipo de abóbora, como a cabotiá? Não. As fibras vão se desfazer com o cozimento e não permitirão ao doce mostrar a textura que o torna ainda mais especial entre os doces brasileiros. A abóbora cabotiá é ingrediente de outro tipo de doce. Cortada em gomos e com a casca (deve ser lavada com escovinha), é disposta em assadeira e sobre os gomos esparramam-se pedacinhos de rapadura. Leva-se ao forno por quarenta minutos, que é o tempo de cozinhar e derreter a rapadura. É sobremesa antiga e muito boa.

Para o doce da foto, a proporção entre massa e açúcar é de um para meio. Ou seja, para cada quilo de abóbora já descascada, meio quilo de açúcar cristal. Este tipo de açúcar deixa qualquer doce mais brilhante. Mas você pode fazer com o refinado, o mascavo ou demerara.  O ponto negativo desses dois últimos é que eles mudam um pouco a bela cor do doce.

Coloque a abóbora descascada e cortada em cubos de três cm em panela funda e junte o açúcar, a canela e o cravo. Não é preciso acrescentar água. Ao cozinhar, a abóbora vai desidratar bastante, cozinhando-se no seu próprio caldo misturado ao açúcar. Tampe a panela e deixe no fogo por meia hora. Ao fim desse tempo destampe e vá mexendo e esmagando os pedaços contra as laterais e o fundo da panela. Quando o caldo começar a secar, agregue o coco ralado e volte a mexer de vez em quando para não grudar no fundo da panela. Estará pronto quando a colher fizer um risco que permita ver o fundo. Retire do fogo e deixe amornar antes de colocar em compoteira. Enfeite com cravinhos, canela em pau ou anis estrelado. Sirva como sobremesa ao lado de um queijo fresco branquinho. Como diz a outra, “é de comer de joelhos”.

PS. Crianças da minha geração em idade escolar levavam como lanche um pão francês recheado com esse doce, que fazia então as vezes de geleia sem pectina. Era bom e nós sabíamos.

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