MEGATENDÊNCIAS

MEGATENDÊNCIAS

Presidente do Ciesp propõe mudanças tecnológicas para impulsionar indústria em Franca

Presidente do Ciesp propõe mudanças tecnológicas para impulsionar indústria em Franca

Em visita à cidade, presidente do Ciesp, Rafael Cervone, apresentou aos empresários dados globais que devem impactar diretamente na produtividade da indústria francana e estadual.

Em visita à cidade, presidente do Ciesp, Rafael Cervone, apresentou aos empresários dados globais que devem impactar diretamente na produtividade da indústria francana e estadual.

Por Higor Goulart | 13/05/2022 | Tempo de leitura: 3 min
da Redação

Por Higor Goulart
da Redação

13/05/2022 - Tempo de leitura: 3 min

Higor Goulart/GCN

O presidente do Ciesp, Rafael Cervone, durante palestra na sede do Ciesp de Franca, nesta sexta-feira, 13

O presidente do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Rafael Cervone, esteve em Franca nesta sexta-feira, 13, para a palestra "Macrotendências Mundiais até 2040". O evento ocorreu na sede do Ciesp Franca, no Parque Progresso, e contou com cerca de 50 empresários da região de Franca.

A palestra foi baseada em mais de 300 bancos de dados internacionais, cujas informações, segundo ele, impactarão diretamente no futuro da sociedade. "A saúde, educação, comportamento de consumo, infraestrutura e até agricultura serão impactados até 2040", afirmou.

Conforme apresentado na palestra, os dados apontam que o poder aquisitivo da população crescerá e 5,3 bilhões de pessoas devem estar no patamar de classe média. Como forma de acompanhar este processo, Rafael apresentou ações que serão realizadas pelo Ciesp nos próximos anos e devem envolver empresas francanas.

Um dos principais projetos propostos pelo Ciesp se refere à questão da produtividade industrial. De acordo com Rafael, a ideia é realizar uma transformação digital nas indústrias. "Será um processo de nove etapas, que começa pelo diagnóstico, passa pela análise da estratégia da empresa, pelas ferramentas de transformação de ganho de produtividade, em seguida por um processo de digitalização e depois de interligação dos softwares, rumo à manufatura avançada", explicou Rafael.

Outra ideia que deve envolver tecnologia é a proposta de desenvolver profissionais de TI que possam atender a indústria paulista. "Em dois ou três anos, vamos capacitar 300 mil profissionais na área com computação avançada e na nuvem, inteligência artificial e ciber segurança, para aumentarmos a oferta de profissionais em curto prazo", disse.

As ações serão desenvolvidas para atender, principalmente, micros, pequenas e médias empresas do Estado. "Nós estamos capacitados para atender 90% destas empresas e queremos, em dois anos e meio, capacitar 40 mil pessoas", disse.

Indústria francana
O Ciesp também apresentou uma análise de dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que comparou os dados industriais das cidades paulistas e outros municípios pelo país. De acordo com Rafael, a análise levou em consideração quatro fatores: oportunidades, desafios, especialidades e oportunidades perdidas.

No comparativo, Franca mostrou resultados melhores do que a maioria dos municípios de São Paulo. "Franca teve um resultado bastante destacado em relação aos demais municípios do Estado. Além, também, de registrar um crescimento no PIB (Produto Interno Bruto) em relação ao resto do Brasil".

Educação
A palestra também discutiu os danos causados pela pandemia à educação no país. Com base em dados da Secretaria Estadual de Educação, Rafael apontou uma grande mudança educacional. "Nós tivemos, durante a pandemia, uma retroação gigantesca nos resultados da educação. Dados da Seduc mostram que pelo exame do Saresp um aluno do 3° ano do Ensino Médio reflete dez anos para trás. Até no Sesi a retroação foi de dois anos. Isso traz um risco iminente de perdermos uma geração".

Buscando diminuir esses danos, o Ciesp, em conjunto com Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), pretende desenvolver ações para impulsionar o ensino no Estado.

"Vamos colocar recursos para, junto com as Prefeituras, capacitarmos professores e realizarmos aulas de reforço, colocarmos tutores, transferirmos o know-how do ensino do Sesi e Senai para o poder público. Tudo isso para recuperarmos a educação", finalizou Rafael.

O presidente do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Rafael Cervone, esteve em Franca nesta sexta-feira, 13, para a palestra "Macrotendências Mundiais até 2040". O evento ocorreu na sede do Ciesp Franca, no Parque Progresso, e contou com cerca de 50 empresários da região de Franca.

A palestra foi baseada em mais de 300 bancos de dados internacionais, cujas informações, segundo ele, impactarão diretamente no futuro da sociedade. "A saúde, educação, comportamento de consumo, infraestrutura e até agricultura serão impactados até 2040", afirmou.

Conforme apresentado na palestra, os dados apontam que o poder aquisitivo da população crescerá e 5,3 bilhões de pessoas devem estar no patamar de classe média. Como forma de acompanhar este processo, Rafael apresentou ações que serão realizadas pelo Ciesp nos próximos anos e devem envolver empresas francanas.

Um dos principais projetos propostos pelo Ciesp se refere à questão da produtividade industrial. De acordo com Rafael, a ideia é realizar uma transformação digital nas indústrias. "Será um processo de nove etapas, que começa pelo diagnóstico, passa pela análise da estratégia da empresa, pelas ferramentas de transformação de ganho de produtividade, em seguida por um processo de digitalização e depois de interligação dos softwares, rumo à manufatura avançada", explicou Rafael.

Outra ideia que deve envolver tecnologia é a proposta de desenvolver profissionais de TI que possam atender a indústria paulista. "Em dois ou três anos, vamos capacitar 300 mil profissionais na área com computação avançada e na nuvem, inteligência artificial e ciber segurança, para aumentarmos a oferta de profissionais em curto prazo", disse.

As ações serão desenvolvidas para atender, principalmente, micros, pequenas e médias empresas do Estado. "Nós estamos capacitados para atender 90% destas empresas e queremos, em dois anos e meio, capacitar 40 mil pessoas", disse.

Indústria francana
O Ciesp também apresentou uma análise de dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que comparou os dados industriais das cidades paulistas e outros municípios pelo país. De acordo com Rafael, a análise levou em consideração quatro fatores: oportunidades, desafios, especialidades e oportunidades perdidas.

No comparativo, Franca mostrou resultados melhores do que a maioria dos municípios de São Paulo. "Franca teve um resultado bastante destacado em relação aos demais municípios do Estado. Além, também, de registrar um crescimento no PIB (Produto Interno Bruto) em relação ao resto do Brasil".

Educação
A palestra também discutiu os danos causados pela pandemia à educação no país. Com base em dados da Secretaria Estadual de Educação, Rafael apontou uma grande mudança educacional. "Nós tivemos, durante a pandemia, uma retroação gigantesca nos resultados da educação. Dados da Seduc mostram que pelo exame do Saresp um aluno do 3° ano do Ensino Médio reflete dez anos para trás. Até no Sesi a retroação foi de dois anos. Isso traz um risco iminente de perdermos uma geração".

Buscando diminuir esses danos, o Ciesp, em conjunto com Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), pretende desenvolver ações para impulsionar o ensino no Estado.

"Vamos colocar recursos para, junto com as Prefeituras, capacitarmos professores e realizarmos aulas de reforço, colocarmos tutores, transferirmos o know-how do ensino do Sesi e Senai para o poder público. Tudo isso para recuperarmos a educação", finalizou Rafael.

COMENTÁRIOS

A responsabilidade pelos comentários é exclusiva dos respectivos autores. Por isso, os leitores e usuários desse canal encontram-se sujeitos às condições de uso do portal de internet do Portal GCN e se comprometem a respeitar o Código de Conduta On-line do GCN.

Ainda não é assinante?

Clique aqui para fazer a assinatura e liberar os comentários no site.