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Inflação em alta enxuga metade do carrinho de compras do francano

Inflação em alta enxuga metade do carrinho de compras do francano

Na prática, a inflação fez com que um carrinho de supermercado fosse diminuído pela metade em comparação com o poder de compra em 2018.

Na prática, a inflação fez com que um carrinho de supermercado fosse diminuído pela metade em comparação com o poder de compra em 2018.

Por Heloísa Taveira | 14/05/2022 | Tempo de leitura: 3 min
da Redação

Por Heloísa Taveira
da Redação

14/05/2022 - Tempo de leitura: 3 min

Reprodução

“Isso é uma tragédia enorme, porque a inflação afeta diretamente a população mais pobre', diz o professor e economista Cláudio Paiva

“Não comprei nada, e gastei R$ 100”. Você já deve ter ouvido essa frase recentemente ou até mesmo ter sido o autor dela. O espanto ao ir às compras, principalmente ao supermercado, se dá porque há poucos anos esse valor representava um grande volume no carrinho. A inflação, ainda muito subentendida na cabeça de muitos brasileiros, é a responsável por “abocanhar” metade do poder de compra da população.

Em Franca, o impacto é de literalmente 50%, pelo menos na alimentação básica. O último levantamento de preços da cesta básica divulgado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais da Uni-Facef foi realizado em 2018 e revelou que ao longo desses quatro anos muita coisa mudou.

Segundo o levantamento, um pacote com dois quilos de feijão custava, em média, R$ 6,79 em Franca. Hoje, o mesmo pacote custa R$ 18,90. O açúcar, que era R$ 8,63 o conteúdo com cinco quilos, aumentou para R$ 19,90. Um litro de leite longa vida era encontrado nas prateleiras por R$ 2,27, e agora não é encontrado por menos de R$ 4,50.

Com R$ 100, o francano consegue comprar atualmente um pacote de macarrão espaguete, arroz, feijão, açúcar, farinha de trigo, óleo de soja, um litro de leite e meio quilo de pernil suíno. Em 2018, com os mesmos R$ 100, era possível comprar isso e ainda sobrava pouco menos de R$ 50.

Isso é um reflexo da inflação, nome dado ao aumento dos preços e serviços. Acumulada nos últimos 12 meses, ela chegou a 12,13%. Nos dados mensais, o mês de abril registrou o maior número dos últimos 26 anos, com 1,06%. De forma prática, esses índices geram menor poder de aquisição da população em geral.

O professor e economista Cláudio Paiva considera o atual momento econômico como “um dos mais dramáticos da sociedade brasileira” e ainda pior para as classes mais baixas. “Isso é uma tragédia enorme, porque a inflação afeta diretamente a população mais pobre, já que quase toda a renda que se tem é para gasto com consumo, ou seja, alimentação, e quando se olha o aumento dos últimos 12 meses, ele foi muito forte no grupo de alimentos”, falou.

Cláudio ressalta que, para driblar a situação, muitas pessoas optam por substituir alimentos prioritários. No entanto, com a crise que assola o país, essa já não é mais uma opção.

“Lá atrás, substituíamos um produto de qualidade maior, por um de menor, por exemplo, a manteiga pela margarina. Hoje os brasileiros não conseguem sequer comer um ovo. Não estão trocando a carne de boi pelo frango, elas estão deixando de comer. A inflação está corroendo todo o poder de compra das pessoas empregadas, que ainda têm uma renda. As que não trabalham têm uma situação mais trágica ainda.”

Zelma Galvani, professora, é uma das francanas que teve que cortar alimentos. Há poucas semanas recebeu a orientação médica de se alimentar com mais vegetais, mas com o preço, não vai conseguir cumprir à risca.

“É complicado, porque é um momento que eu não posso substituir os alimentos, e cada dia que venho ao mercado está um preço. Não tem nem jeito de seguir o que o médico fala para você comer porque não dá. Não está dando condições”, falou.

A dificuldade vai além dos alimentos e acaba impactando todas as áreas da vida. Zelma tenta, mas reafirma que não é fácil. “A gente tenta economizar por outros lados, a energia, água, mas não está tendo muito como economizar. Os medicamentos estão caros, combustível também. Está bem complicado mesmo”.

“Não comprei nada, e gastei R$ 100”. Você já deve ter ouvido essa frase recentemente ou até mesmo ter sido o autor dela. O espanto ao ir às compras, principalmente ao supermercado, se dá porque há poucos anos esse valor representava um grande volume no carrinho. A inflação, ainda muito subentendida na cabeça de muitos brasileiros, é a responsável por “abocanhar” metade do poder de compra da população.

Em Franca, o impacto é de literalmente 50%, pelo menos na alimentação básica. O último levantamento de preços da cesta básica divulgado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais da Uni-Facef foi realizado em 2018 e revelou que ao longo desses quatro anos muita coisa mudou.

Segundo o levantamento, um pacote com dois quilos de feijão custava, em média, R$ 6,79 em Franca. Hoje, o mesmo pacote custa R$ 18,90. O açúcar, que era R$ 8,63 o conteúdo com cinco quilos, aumentou para R$ 19,90. Um litro de leite longa vida era encontrado nas prateleiras por R$ 2,27, e agora não é encontrado por menos de R$ 4,50.

Com R$ 100, o francano consegue comprar atualmente um pacote de macarrão espaguete, arroz, feijão, açúcar, farinha de trigo, óleo de soja, um litro de leite e meio quilo de pernil suíno. Em 2018, com os mesmos R$ 100, era possível comprar isso e ainda sobrava pouco menos de R$ 50.

Isso é um reflexo da inflação, nome dado ao aumento dos preços e serviços. Acumulada nos últimos 12 meses, ela chegou a 12,13%. Nos dados mensais, o mês de abril registrou o maior número dos últimos 26 anos, com 1,06%. De forma prática, esses índices geram menor poder de aquisição da população em geral.

O professor e economista Cláudio Paiva considera o atual momento econômico como “um dos mais dramáticos da sociedade brasileira” e ainda pior para as classes mais baixas. “Isso é uma tragédia enorme, porque a inflação afeta diretamente a população mais pobre, já que quase toda a renda que se tem é para gasto com consumo, ou seja, alimentação, e quando se olha o aumento dos últimos 12 meses, ele foi muito forte no grupo de alimentos”, falou.

Cláudio ressalta que, para driblar a situação, muitas pessoas optam por substituir alimentos prioritários. No entanto, com a crise que assola o país, essa já não é mais uma opção.

“Lá atrás, substituíamos um produto de qualidade maior, por um de menor, por exemplo, a manteiga pela margarina. Hoje os brasileiros não conseguem sequer comer um ovo. Não estão trocando a carne de boi pelo frango, elas estão deixando de comer. A inflação está corroendo todo o poder de compra das pessoas empregadas, que ainda têm uma renda. As que não trabalham têm uma situação mais trágica ainda.”

Zelma Galvani, professora, é uma das francanas que teve que cortar alimentos. Há poucas semanas recebeu a orientação médica de se alimentar com mais vegetais, mas com o preço, não vai conseguir cumprir à risca.

“É complicado, porque é um momento que eu não posso substituir os alimentos, e cada dia que venho ao mercado está um preço. Não tem nem jeito de seguir o que o médico fala para você comer porque não dá. Não está dando condições”, falou.

A dificuldade vai além dos alimentos e acaba impactando todas as áreas da vida. Zelma tenta, mas reafirma que não é fácil. “A gente tenta economizar por outros lados, a energia, água, mas não está tendo muito como economizar. Os medicamentos estão caros, combustível também. Está bem complicado mesmo”.

10 COMENTÁRIOS

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  • Professor
    14/05/2022
    \"Está caro otário? Vota em Bolsonaro.\" O problema é que temos uma inflação absurda e a maior desvalorização do salário mínimo da história. Tudo caro e a gasolina puxa tudo, não é culpa da guerra e sim do PPI que atrelou o preço ao dólar, obra só Temer mas o Sr Presidente não revogou. Quanto ao fica em casa, se o digníssimo não tivesse o tempo todo pregado contra e vacinado as pessoas , a economia teríamos retornado ao normal. O problema do Brasil é o neoliberalismo absurdo, um presidente que prefere enriquecer poucos matando muitos, não se preocupa com pobre , muito desumano . Por 40 centavos tiraram uma do poder, hoje , 8 reais a gasolina e ninguém fala nada, pagam quietinhos , igual mulher de malandro.
  • Luis gustavo
    14/05/2022
    Cadê os seguidores do dito mito, que só sabe passear de moto e Jet ski enquanto voltamos a inflação dos anos 80. Retrocedemos 30 ou 40 anos co. Jair Bolsocaro....viva o mito do preço alto...
  • Darsio
    14/05/2022
    Enquanto o povo sofre para ter o que comer, os filhos do bozo compram até mansões, os generais recebem salários imensamente acima do teto estabelecido por lei, o bozo gasta mais de 4 milhões de reais por mês com o cartão corporativo e se nega a revelar no que esse dinheirão nosso foi gasto e, os seus devotos continuam a adorá-lo. Agora, a meta é praticamente acabar com o Fundo de Garantia do trabalhador. E, aí cidadão! Vai votar nessa desgraça de presidente?
  • Darsio
    14/05/2022
    Bozo conseguiu transformar os supermercados em utopia para grande parte dos brasileiros. Os que insanos e dementes que o apoiam, ou são burguesinhos que nadam em dinheiro as custas do sofrimento do povão ou são masoquistas que, adoram sofrer, isto é, adoram sentir humilhação. Nos governos FHC e Lula, tínhamos emprego, renda e muito mais condição de comprar comida, financiar carro e moto e, abastecê-los.
  • Sandro
    14/05/2022
    Mimimi mimimi mimimi a econômia a gente vê depois a conta chegou lacradores.
  • Mirt0 Felipin
    15/05/2022
    essa é mais uma realização do famigerado desgoverno de Bolsofake e seu capacho Paul Guedes.
  • Darsio
    16/05/2022
    Alguém avisa o bolsominiom mala que escreveu nesse espaço que, o povão chora sim. São crianças que choram de fome, pais que choram por não conseguir colocar comida na mesa dos filhos, idosos que choram pela incapacidade de comprar algo com o famigerado salário. E, avisem ainda que, nos países que seguiram os protocolos contra a covid, a situação não é tão crítica como no Brasil. Aliás, seus governos buscam comater qualquer sinal de inflação e, no Brasil nosso desgraçado GENOCIDA se diverte com a miséria, curtindo motociatas e jet Ski. Mas, tenho certeza que se aumentar o preço da alfafa, esse débil ruminante também chorará.
  • JUJU
    16/05/2022
    !!!!!
  • Alex
    16/05/2022
    A inflação no mundo todo está galopando descontrolada e os especialistas (Professor não sei do que / Darsio Puldo / Mirto Filipinho) acreditam que é só no Brasil. P A T É T I C O.
  • Dirceu
    19/05/2022
    Eita povinho ignorante... a inflação está acontecendo somente no BR??? leiam mais... o mundo todo está passando pelo mesmo problema.. quando ia começar a recuperação da pandemia, começou a guerra, que com as sanções, atrapalhou o mundo como um todo. A tal economia globalizada cobrando o seu preço. E vem esses imbecis defensores de ladrões que nem sabem o que estão falando, dar as suas opiniões estúpidas e descartáveis. LEIAM MAIS....