RECEITA

RECEITA

Bolo de fubá

Bolo de fubá

O milho é ingrediente imprescindível nas festas juninas, que voltam a acontecer depois de dois anos de interdição por conta da pandemia. Veja a receita de Sonia Machiavelli.

O milho é ingrediente imprescindível nas festas juninas, que voltam a acontecer depois de dois anos de interdição por conta da pandemia. Veja a receita de Sonia Machiavelli.

Por Sonia Machiavelli | 12/06/2022 | Tempo de leitura: 3 min
especial para o GCN

Por Sonia Machiavelli
especial para o GCN

12/06/2022 - Tempo de leitura: 3 min

Ingredientes:

  • 1 ½   copo de fubá
  • 1/2 copo de farinha de trigo
  • 1 ½  copo de açúcar
  • 3/4 de copo de óleo de soja
  • 250 ml de leite morno
  • 1 colher (sopa) de vinagre
  • 4 ovos
  • 1/2   xícara  (chá) de queijo meia cura ralado
  • 1/2   xícara (chá) de coco ralado
  • 1 colher de sopa de fermento em pó

(Os copos/medida são os do tipo americano ou de requeijão.)

“O mio tá bunito...”
“Vai sê bão o tempo pras lavora toda”
“O mio tá marcando...”
Condicionado o futuro:
“O roçado do seu Féli tá que fais gosto...”
Um refrigério!
“O mio lá tá verde que chega a s’tar azur”
Conversam vizinhos e compadres
Milho crescendo, garfando,
Esporando nas defesas.
Milho embandeirado
Embalado pelo vento.
“Do chão ao pendão, 60 dias vão”

Esses versos pertencem ao Poema do Milho, escrito pela goiana Cora Coralina, mulher extraordinária que nos mostra a beleza do simples viver no ritmo da natureza. Analisando com sua sensibilidade incomum o ciclo da planta rude, que alimenta gado, pessoas e já estava aqui quando os invasores europeus chegaram, a poeta que encantou Carlos Drummond de Andrade aborda a vida difícil no campo, a fé dos agricultores, os costumes, as rezas, as tradições. E um jeito próprio de olhar o mundo. 

O milho é ingrediente imprescindível nas festas juninas, que voltam a acontecer depois de dois anos de interdição por conta da pandemia de Covid. Elas estão de volta no nordeste brasileiro, onde duram o mês inteiro e movem a economia das cidades e vilarejos. Há festas enormes, que atraem para grandes centros milhares de pessoas, e pequenas festas nos vilarejos. Todas muito animadas. Religiosos, os nordestinos celebram seus santos com devoção, danças, orações e comilança. No cardápio, dezenas de itens com outros produtos da terra, além do milho que consomem de várias maneiras: a mandioca, à qual chamam macaxeira; a abóbora, conhecida como jerimum; o amendoim arrancado da terra; o coco que está por toda parte.

Se os festejos são plenos lá em cima, cá embaixo, no sudeste, também fazem sucesso, embora menor. Estimuladas por escolas que ainda mostram interesse em manter o olhar voltado para nossas raízes, as crianças gostam muito de usar o dress code: camisa xadrez e jeans para meninos, vestidos de babados para meninas, chapéu para todos. No pátio da escola, dança-se quadrilha, cantam-se as cantigas do período, come-se bolo de fubá que nunca falta. Aos convidados adultos é oferecido quentão, porque os dias de junho costumam ser frios. Além das escolas, as  paróquias dos santos- Antônio, João e Pedro- costumam organizar suas quermesses.

As receitas de bobo de fubá, o rei da festa, são tantas que fica difícil listá-las. Já fiz muitas e a cada ano experimento uma. Esta que ilustra o texto traz como originalidade o vinagre colocado no leite para talhá-lo. Leva coco e queijo. Fica fofinho e rende bastante. E, o que mais agrada a quem vai para a cozinha: ele é  batido no liquidificador. Mas preste atenção na ordem de entrada dos ingredientes.

Coloque no liquidificador o leite, o açúcar, o óleo e os ovos. Bata até virar uma mistura líquida. Acrescente aos poucos o fubá e a farinha (peneirados) intercalados, batendo até homogeneizar os ingredientes. Agregue o coco e o queijo e bata mais um minuto. O fermento em pó entra por último no copo do eletrodoméstico. Aí é só "pulsar" por duas vezes, para misturar mas não perder o efeito.  Despeje em forma de buraco untada com manteiga e polvilhada com fubá. Coloque para assar em forno médio, por aproximadamente 40 minutos, ou até ficar dourado. Espete um palito e retire para se certificar de que está bem assado. Espere amornar para desenformar. Sirva frio. Se gostar, polvilhe açúcar e canela.

Ingredientes:

  • 1 ½   copo de fubá
  • 1/2 copo de farinha de trigo
  • 1 ½  copo de açúcar
  • 3/4 de copo de óleo de soja
  • 250 ml de leite morno
  • 1 colher (sopa) de vinagre
  • 4 ovos
  • 1/2   xícara  (chá) de queijo meia cura ralado
  • 1/2   xícara (chá) de coco ralado
  • 1 colher de sopa de fermento em pó

(Os copos/medida são os do tipo americano ou de requeijão.)

“O mio tá bunito...”
“Vai sê bão o tempo pras lavora toda”
“O mio tá marcando...”
Condicionado o futuro:
“O roçado do seu Féli tá que fais gosto...”
Um refrigério!
“O mio lá tá verde que chega a s’tar azur”
Conversam vizinhos e compadres
Milho crescendo, garfando,
Esporando nas defesas.
Milho embandeirado
Embalado pelo vento.
“Do chão ao pendão, 60 dias vão”

Esses versos pertencem ao Poema do Milho, escrito pela goiana Cora Coralina, mulher extraordinária que nos mostra a beleza do simples viver no ritmo da natureza. Analisando com sua sensibilidade incomum o ciclo da planta rude, que alimenta gado, pessoas e já estava aqui quando os invasores europeus chegaram, a poeta que encantou Carlos Drummond de Andrade aborda a vida difícil no campo, a fé dos agricultores, os costumes, as rezas, as tradições. E um jeito próprio de olhar o mundo. 

O milho é ingrediente imprescindível nas festas juninas, que voltam a acontecer depois de dois anos de interdição por conta da pandemia de Covid. Elas estão de volta no nordeste brasileiro, onde duram o mês inteiro e movem a economia das cidades e vilarejos. Há festas enormes, que atraem para grandes centros milhares de pessoas, e pequenas festas nos vilarejos. Todas muito animadas. Religiosos, os nordestinos celebram seus santos com devoção, danças, orações e comilança. No cardápio, dezenas de itens com outros produtos da terra, além do milho que consomem de várias maneiras: a mandioca, à qual chamam macaxeira; a abóbora, conhecida como jerimum; o amendoim arrancado da terra; o coco que está por toda parte.

Se os festejos são plenos lá em cima, cá embaixo, no sudeste, também fazem sucesso, embora menor. Estimuladas por escolas que ainda mostram interesse em manter o olhar voltado para nossas raízes, as crianças gostam muito de usar o dress code: camisa xadrez e jeans para meninos, vestidos de babados para meninas, chapéu para todos. No pátio da escola, dança-se quadrilha, cantam-se as cantigas do período, come-se bolo de fubá que nunca falta. Aos convidados adultos é oferecido quentão, porque os dias de junho costumam ser frios. Além das escolas, as  paróquias dos santos- Antônio, João e Pedro- costumam organizar suas quermesses.

As receitas de bobo de fubá, o rei da festa, são tantas que fica difícil listá-las. Já fiz muitas e a cada ano experimento uma. Esta que ilustra o texto traz como originalidade o vinagre colocado no leite para talhá-lo. Leva coco e queijo. Fica fofinho e rende bastante. E, o que mais agrada a quem vai para a cozinha: ele é  batido no liquidificador. Mas preste atenção na ordem de entrada dos ingredientes.

Coloque no liquidificador o leite, o açúcar, o óleo e os ovos. Bata até virar uma mistura líquida. Acrescente aos poucos o fubá e a farinha (peneirados) intercalados, batendo até homogeneizar os ingredientes. Agregue o coco e o queijo e bata mais um minuto. O fermento em pó entra por último no copo do eletrodoméstico. Aí é só "pulsar" por duas vezes, para misturar mas não perder o efeito.  Despeje em forma de buraco untada com manteiga e polvilhada com fubá. Coloque para assar em forno médio, por aproximadamente 40 minutos, ou até ficar dourado. Espete um palito e retire para se certificar de que está bem assado. Espere amornar para desenformar. Sirva frio. Se gostar, polvilhe açúcar e canela.

2 COMENTÁRIOS

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  • Francisco de Assis Rezende
    12/06/2022
    Quando se coloca o vinagre?
  • Angélica
    19/06/2022
    Peguei a receita aqui no site e fiz esse bolo. Gente, façam! É maravilhoso! Parabéns pela receita, dona Sônia!