RECEITA

RECEITA

Quentão

Quentão

Foi provavelmente entre as montanhas de MG e no interior de SP que o quentão, bebida associada estreitamente às festas juninas, foi criado. Veja a receita de Sonia Machiavelli.

Foi provavelmente entre as montanhas de MG e no interior de SP que o quentão, bebida associada estreitamente às festas juninas, foi criado. Veja a receita de Sonia Machiavelli.

Por Sonia Machiavelli | 26/06/2022 | Tempo de leitura: 2 min
especial para o GCN

Por Sonia Machiavelli
especial para o GCN

26/06/2022 - Tempo de leitura: 2 min

Ingredientes:

  • 1 ½  xícara (chá) de açúcar
  • 4 xícaras (chá) de cachaça
  • 2 xícaras (chá) de água
  • 1 pedaço (5 cm) de gengibre
  • 1 laranja (ou limão) em rodelas
  • 4 cravos-da-índia
  • 2 paus de canela

Foi provavelmente entre as montanhas de Minas Gerais e no interior de São Paulo que o quentão, bebida associada estreitamente às festas juninas, foi criado em tempos que já se vão. O termo é caipira, segundo Amadeu Amaral. Filólogo, folclorista, grande pesquisador das comidas e bebidas brasileiras, ele encontrou registro do nome “quentão” nos primórdios do período colonial. É de se supor que com as plantações de cana-de-açúcar vicejando e o pipocar dos engenhos que traziam consigo a destilação da aguardente, surgisse a ideia de misturar a ambos, açúcar e álcool, algumas especiarias pelas quais os portugueses haviam atravessado mares: cravo, canela e gengibre. Elas não só melhoravam o paladar como aqueciam o corpo em regiões de inverno severo. Por feliz coincidência, era nos meses frios que por aqui se comemoravam os santos católicos- Antônio, João e Pedro. Aos quitutes à base de milho, cuja colheita se celebrava também, o quentão fazia ótima companhia. Não saiu mais das mesas juninas e das quermesses.

Foi muito depois que os colonos italianos, alemães e espanhóis trouxeram receitas de um primo do quentão. Era o vinho quente com as mesmas especiarias, e que os brasileiros andam chamando agora de “vinhão”. O processo é o mesmo, à diferença que ao vinho costumam juntar pedaços de maçã em lugar da laranja ou do limão. É muito conhecido no sul do Brasil, nas regiões onde o inverno castiga mais. Embora seja usual encontrá-lo no período das festas juninas, pode ser bebido em qualquer época do ano, desde que a temperatura não esteja muito alta. Porque ele esquenta mesmo! Veja que fácil é o preparo do quentão.

Coloque o açúcar para derreter em uma panela. Fique atenta para que não queime, apenas chegue ao ponto de caramelo. Junte então o gengibre cortado em pedaços, as ramas de canela, os cravinhos, as rodelas de laranja (ou limão) com sua casca. Mexa e acrescente a água, deixando ferver por meia hora em fogo baixo. Em seguida, acrescente a cachaça, deixe ferver mais 10 minutos e desligue a panela. O ideal é que o quentão descanse por pelo menos 40 minutos antes de ser servido. Coe a bebida, para que as especiarias e as rodelas de laranja fiquem retidas na peneira, funil ou filtro. 

A receita pode ser alterada de acordo com a necessidade. Mas deve-se manter a proporção entre a quantidade de cachaça e de água para que o sabor fique equilibrado e não resulte em uma bebida muito forte ou sem graça. Nem é preciso dizer que uma aguardente de boa qualidade faz diferença no quentão.

Ingredientes:

  • 1 ½  xícara (chá) de açúcar
  • 4 xícaras (chá) de cachaça
  • 2 xícaras (chá) de água
  • 1 pedaço (5 cm) de gengibre
  • 1 laranja (ou limão) em rodelas
  • 4 cravos-da-índia
  • 2 paus de canela

Foi provavelmente entre as montanhas de Minas Gerais e no interior de São Paulo que o quentão, bebida associada estreitamente às festas juninas, foi criado em tempos que já se vão. O termo é caipira, segundo Amadeu Amaral. Filólogo, folclorista, grande pesquisador das comidas e bebidas brasileiras, ele encontrou registro do nome “quentão” nos primórdios do período colonial. É de se supor que com as plantações de cana-de-açúcar vicejando e o pipocar dos engenhos que traziam consigo a destilação da aguardente, surgisse a ideia de misturar a ambos, açúcar e álcool, algumas especiarias pelas quais os portugueses haviam atravessado mares: cravo, canela e gengibre. Elas não só melhoravam o paladar como aqueciam o corpo em regiões de inverno severo. Por feliz coincidência, era nos meses frios que por aqui se comemoravam os santos católicos- Antônio, João e Pedro. Aos quitutes à base de milho, cuja colheita se celebrava também, o quentão fazia ótima companhia. Não saiu mais das mesas juninas e das quermesses.

Foi muito depois que os colonos italianos, alemães e espanhóis trouxeram receitas de um primo do quentão. Era o vinho quente com as mesmas especiarias, e que os brasileiros andam chamando agora de “vinhão”. O processo é o mesmo, à diferença que ao vinho costumam juntar pedaços de maçã em lugar da laranja ou do limão. É muito conhecido no sul do Brasil, nas regiões onde o inverno castiga mais. Embora seja usual encontrá-lo no período das festas juninas, pode ser bebido em qualquer época do ano, desde que a temperatura não esteja muito alta. Porque ele esquenta mesmo! Veja que fácil é o preparo do quentão.

Coloque o açúcar para derreter em uma panela. Fique atenta para que não queime, apenas chegue ao ponto de caramelo. Junte então o gengibre cortado em pedaços, as ramas de canela, os cravinhos, as rodelas de laranja (ou limão) com sua casca. Mexa e acrescente a água, deixando ferver por meia hora em fogo baixo. Em seguida, acrescente a cachaça, deixe ferver mais 10 minutos e desligue a panela. O ideal é que o quentão descanse por pelo menos 40 minutos antes de ser servido. Coe a bebida, para que as especiarias e as rodelas de laranja fiquem retidas na peneira, funil ou filtro. 

A receita pode ser alterada de acordo com a necessidade. Mas deve-se manter a proporção entre a quantidade de cachaça e de água para que o sabor fique equilibrado e não resulte em uma bebida muito forte ou sem graça. Nem é preciso dizer que uma aguardente de boa qualidade faz diferença no quentão.

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