RECEITA

RECEITA

Creme de espinafre

Creme de espinafre

O espinafre deve ser preparado com pequena quantidade de gordura para melhor a absorção de fito nutrientes. Veja a receita de Sonia Machiavelli.

O espinafre deve ser preparado com pequena quantidade de gordura para melhor a absorção de fito nutrientes. Veja a receita de Sonia Machiavelli.

Por Sonia Machiavelli | 03/07/2022 | Tempo de leitura: 3 min
especial para o GCN

Por Sonia Machiavelli
especial para o GCN

03/07/2022 - Tempo de leitura: 3 min

Ingredientes:

  • 2 maços de espinafre
  • 3 xícaras (chá) de leite
  • 4 colheres (sopa) de manteiga
  • 2 colheres (sopa) de farinha de trigo
  • 2 colheres (sopa) de parmesão ralado
  • 1 pitada de noz-moscada
  • Sal a gosto

Elzie Segar foi um cartunista norte-americano, que se tornou famoso ainda jovem. Seus primeiros desenhos foram inspirados em filmes de Charles Chaplin de quem era assistente na criação de um projetor de cinema. No começo dos anos 20 do século passado esteve presente em muitos jornais. Em 1929 chegava ao The New York Times, já com Popeye no bolso, mas personagem secundário. Acontece que o marinheiro rapidamente conquistou o centro do palco, a ponto de tornar-se um dos mais famosos personagens de quadrinhos e animação de todos os tempos. Transformou-se em um dos ícones da cultura pop norte-americana.

Alto, magrelo, eterno cachimbo na boca torta, t-shirt listrada, Popeye tinha um trunfo, mantido sob segredo: ao comer uma porção de espinafre assumia nova persona, forte e inteligente, capaz de banir o mal sob qualquer forma em que aparecesse. Principalmente quando se tratava de salvar sua noiva Olívia Palito, assim chamada por conta de suas pernas muito finas.

Dizem alguns biógrafos do autor que no início a verdura nem era o espinafre. Mas a indústria de alimentos, que começava a colocar espinafre cozido nas latas, sugeriu a Segar o uso dessas folhas suculentas de prodigiosa capacidade nutritiva, mas rejeitada pelas crianças que delas poderiam tirar proveito. Outros pesquisadores afirmam que foi o contrário: ao ver o quanto sua criatura fazia sucesso com o público infantil, o autor levou a ideia a publicitários que a compraram no ato. Desde então cresceu sem parar a venda do espinafre em lata: as crianças comiam para “ficarem fortes como Popeye”; as mães adoraram a ideia, porque além desse fator importante, o trabalho ficava muito menor, pois catar folhas de espinafre separando-as dos galhos levava tempo. O pragmatismo dos americanos selou o consumo.

No Brasil o espinafre em lata foi um fracasso. Mesmo considerando a praticidade do alimento, suas fontes de vitaminas A, C e E; compostos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias; outras substâncias ótimas no combate ao envelhecimento precoce da pele e nas doenças cardiovasculares. Além disso, ficava demonstrado que o espinafre possuía também minerais como potássio e cálcio, necessários para a regulação da pressão arterial, e ferro, mineral essencial para ajudar no tratamento e na prevenção da anemia. Ainda hoje come-se pouco espinafre em nosso país. É pena.

O espinafre deve ser preparado com pequena quantidade de gordura para melhor a absorção de fito nutrientes. A recomendação dos nutrólogos é consumir pelo menos uma porção, cerca de um prato de sobremesa, três vezes por semana. As folhas verdes escuras podem entrar em refogados e molhos. Os talos não devem ser desprezados, pois contêm fibras necessárias ao processo digestivo: podem ser usados nas sopas e mexidos de ovos. Na Itália são famosos os “ovos à fiorentina”, tendo o vegetal como coadjuvante. Mais comum é que as folhas entrem em receitas de bolinhos, omeletes, sopas e cremes. Como este que aparece na ilustração e pode ser servido como prato único numa noite fria ou como acompanhamento de carnes brancas. Fica muito gostoso. E a gente prepara rapidinho.

Separe as folhas dos talos, mas não jogue estes fora. Reserve na geladeira para fazer um ótimo mexido, por exemplo.  Lave bem as folhas e coloque-as numa panela com quatro colheres de água. Leve ao fogo até que murchem. Espere esfriar, escorra e pique batendo a ponta da faca sobre elas. Em panela maior aqueça a manteiga, junte a farinha e mexa para fazer um molho roux. Assim que estiver dourando, junte o leite aos poucos e salgue. Deixe em fogo baixo para cozinhar bem a farinha e espessar. Quando isso acontecer, acrescente o espinafre picado, o queijo ralado e a noz-moscada. Mexa, desligue. Espere amornar e bata no liquidificador até obter um creme homogêneo. Volte à panela, ligue o fogo, deixe levantar fervura e sirva. 

Ingredientes:

  • 2 maços de espinafre
  • 3 xícaras (chá) de leite
  • 4 colheres (sopa) de manteiga
  • 2 colheres (sopa) de farinha de trigo
  • 2 colheres (sopa) de parmesão ralado
  • 1 pitada de noz-moscada
  • Sal a gosto

Elzie Segar foi um cartunista norte-americano, que se tornou famoso ainda jovem. Seus primeiros desenhos foram inspirados em filmes de Charles Chaplin de quem era assistente na criação de um projetor de cinema. No começo dos anos 20 do século passado esteve presente em muitos jornais. Em 1929 chegava ao The New York Times, já com Popeye no bolso, mas personagem secundário. Acontece que o marinheiro rapidamente conquistou o centro do palco, a ponto de tornar-se um dos mais famosos personagens de quadrinhos e animação de todos os tempos. Transformou-se em um dos ícones da cultura pop norte-americana.

Alto, magrelo, eterno cachimbo na boca torta, t-shirt listrada, Popeye tinha um trunfo, mantido sob segredo: ao comer uma porção de espinafre assumia nova persona, forte e inteligente, capaz de banir o mal sob qualquer forma em que aparecesse. Principalmente quando se tratava de salvar sua noiva Olívia Palito, assim chamada por conta de suas pernas muito finas.

Dizem alguns biógrafos do autor que no início a verdura nem era o espinafre. Mas a indústria de alimentos, que começava a colocar espinafre cozido nas latas, sugeriu a Segar o uso dessas folhas suculentas de prodigiosa capacidade nutritiva, mas rejeitada pelas crianças que delas poderiam tirar proveito. Outros pesquisadores afirmam que foi o contrário: ao ver o quanto sua criatura fazia sucesso com o público infantil, o autor levou a ideia a publicitários que a compraram no ato. Desde então cresceu sem parar a venda do espinafre em lata: as crianças comiam para “ficarem fortes como Popeye”; as mães adoraram a ideia, porque além desse fator importante, o trabalho ficava muito menor, pois catar folhas de espinafre separando-as dos galhos levava tempo. O pragmatismo dos americanos selou o consumo.

No Brasil o espinafre em lata foi um fracasso. Mesmo considerando a praticidade do alimento, suas fontes de vitaminas A, C e E; compostos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias; outras substâncias ótimas no combate ao envelhecimento precoce da pele e nas doenças cardiovasculares. Além disso, ficava demonstrado que o espinafre possuía também minerais como potássio e cálcio, necessários para a regulação da pressão arterial, e ferro, mineral essencial para ajudar no tratamento e na prevenção da anemia. Ainda hoje come-se pouco espinafre em nosso país. É pena.

O espinafre deve ser preparado com pequena quantidade de gordura para melhor a absorção de fito nutrientes. A recomendação dos nutrólogos é consumir pelo menos uma porção, cerca de um prato de sobremesa, três vezes por semana. As folhas verdes escuras podem entrar em refogados e molhos. Os talos não devem ser desprezados, pois contêm fibras necessárias ao processo digestivo: podem ser usados nas sopas e mexidos de ovos. Na Itália são famosos os “ovos à fiorentina”, tendo o vegetal como coadjuvante. Mais comum é que as folhas entrem em receitas de bolinhos, omeletes, sopas e cremes. Como este que aparece na ilustração e pode ser servido como prato único numa noite fria ou como acompanhamento de carnes brancas. Fica muito gostoso. E a gente prepara rapidinho.

Separe as folhas dos talos, mas não jogue estes fora. Reserve na geladeira para fazer um ótimo mexido, por exemplo.  Lave bem as folhas e coloque-as numa panela com quatro colheres de água. Leve ao fogo até que murchem. Espere esfriar, escorra e pique batendo a ponta da faca sobre elas. Em panela maior aqueça a manteiga, junte a farinha e mexa para fazer um molho roux. Assim que estiver dourando, junte o leite aos poucos e salgue. Deixe em fogo baixo para cozinhar bem a farinha e espessar. Quando isso acontecer, acrescente o espinafre picado, o queijo ralado e a noz-moscada. Mexa, desligue. Espere amornar e bata no liquidificador até obter um creme homogêneo. Volte à panela, ligue o fogo, deixe levantar fervura e sirva. 

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