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A Palavra de Deus nos relembra o verdadeiro significado da “riqueza”. Quem é rico? Leia o artigo do monsenhor José Geraldo Segantin

A Palavra de Deus nos relembra o verdadeiro significado da “riqueza”. Quem é rico? Leia o artigo do monsenhor José Geraldo Segantin

Por Monsenhor José Geraldo Segantin | 31/07/2022 | Tempo de leitura: 2 min
especial para o GCN

Por Monsenhor José Geraldo Segantin
especial para o GCN

31/07/2022 - Tempo de leitura: 2 min

A Palavra de Deus nos relembra o verdadeiro significado da “riqueza”. Quem é rico?

Primeira Leitura: Eclesiástico 1.
Cerca de 220 anos antes de Cristo vive em Jerusalém um homem sábio, que o povo chama Coélet, isto é, aquele que reúne ao seu redor uma assembleia, aquele que ensina a sabedoria a numerosos discípulos.

Esta frenética agitação coletiva, que envolve quase todos na ganância de acumular fortunas, não contagia, porém, o sábio Coélet. Ele é um indivíduo que medita sobre o ser humano, sobre o mundo e sobre o sentido da vida.

Coélet medita durante longo tempo sobre tudo o que acontece na terra e conclui: “Tudo é vaidade!” O homem, diz ele, busca a felicidade, mas a sua corrida é como a de alguém que persegue o vento.

O que fazer, então?

Coélet aconselha a seus discípulos um moderado aproveitamento de tudo o que a vida oferece.

Segunda Leitura: Colossenses 3.
Afeiçoai-vos às coisas lá de cima... pensai nas coisas lá de cima, não nas desta terra.

Para entender esse conselho, deve-se lembrar que, nesta parte da sua carta, Paulo está se referindo ao Batismo. Por este sacramento, ensina ele, o cristão morreu para a vida antiga, ressuscitou com Cristo e com Ele começou uma vida totalmente nova.

O cristão, ensina ele, se despojou do homem velho e se revestiu do homem novo.

Evangelho: Lucas 12.
Certo dia Jesus foi escolhido para mediador numa destas pendências familiares.

A situação diante da qual Jesus se encontra foi criada porque alguém tentou praticar uma injustiça, da qual um outro corre o risco de ser vítima.

Ao invés de resolver um caso particular, Jesus prefere ir até a raiz do problema: “Guardai-vos escrupulosamente diz Ele a todos, de toda a avareza, porque a vida de um homem, ainda que ele esteja na abundância, não depende de suas riquezas.

Eis a causa de todos os males: a ganância pelos bens materiais, a vontade de acumular coisas.

Mas então a riqueza é uma coisa má? De forma alguma! Jesus nunca a condenou, nunca exortou ninguém a jogá-la no lixo. Mas ensinou que deve ser compartilhada.

Os tesouros deste mundo são ingratos: não nos acompanham na outra vida. Só o amor é eterno.

Monsenhor José Geraldo Segantin é reitor do Santuário Diocesano de Santo Antônio.

A Palavra de Deus nos relembra o verdadeiro significado da “riqueza”. Quem é rico?

Primeira Leitura: Eclesiástico 1.
Cerca de 220 anos antes de Cristo vive em Jerusalém um homem sábio, que o povo chama Coélet, isto é, aquele que reúne ao seu redor uma assembleia, aquele que ensina a sabedoria a numerosos discípulos.

Esta frenética agitação coletiva, que envolve quase todos na ganância de acumular fortunas, não contagia, porém, o sábio Coélet. Ele é um indivíduo que medita sobre o ser humano, sobre o mundo e sobre o sentido da vida.

Coélet medita durante longo tempo sobre tudo o que acontece na terra e conclui: “Tudo é vaidade!” O homem, diz ele, busca a felicidade, mas a sua corrida é como a de alguém que persegue o vento.

O que fazer, então?

Coélet aconselha a seus discípulos um moderado aproveitamento de tudo o que a vida oferece.

Segunda Leitura: Colossenses 3.
Afeiçoai-vos às coisas lá de cima... pensai nas coisas lá de cima, não nas desta terra.

Para entender esse conselho, deve-se lembrar que, nesta parte da sua carta, Paulo está se referindo ao Batismo. Por este sacramento, ensina ele, o cristão morreu para a vida antiga, ressuscitou com Cristo e com Ele começou uma vida totalmente nova.

O cristão, ensina ele, se despojou do homem velho e se revestiu do homem novo.

Evangelho: Lucas 12.
Certo dia Jesus foi escolhido para mediador numa destas pendências familiares.

A situação diante da qual Jesus se encontra foi criada porque alguém tentou praticar uma injustiça, da qual um outro corre o risco de ser vítima.

Ao invés de resolver um caso particular, Jesus prefere ir até a raiz do problema: “Guardai-vos escrupulosamente diz Ele a todos, de toda a avareza, porque a vida de um homem, ainda que ele esteja na abundância, não depende de suas riquezas.

Eis a causa de todos os males: a ganância pelos bens materiais, a vontade de acumular coisas.

Mas então a riqueza é uma coisa má? De forma alguma! Jesus nunca a condenou, nunca exortou ninguém a jogá-la no lixo. Mas ensinou que deve ser compartilhada.

Os tesouros deste mundo são ingratos: não nos acompanham na outra vida. Só o amor é eterno.

Monsenhor José Geraldo Segantin é reitor do Santuário Diocesano de Santo Antônio.

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