MONKEYPOX

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Cinco macacos são achados mortos após casos da varíola dos macacos em Rio Preto

Cinco macacos são achados mortos após casos da varíola dos macacos em Rio Preto

Saúde esclarece que a transmissão da doença não se dá do macaco para o homem, e sim de pessoa para pessoa.

Saúde esclarece que a transmissão da doença não se dá do macaco para o homem, e sim de pessoa para pessoa.

Por Simone Machado | 05/08/2022 | Tempo de leitura: 2 min
da Folhapress

Por Simone Machado
da Folhapress

05/08/2022 - Tempo de leitura: 2 min

Divulgação/Bioparque/Rio

Macaco-prego-do-peito-amarelo nascido no Bioparque-Rio

Cinco macacos foram achados mortos e outros três, resgatados com sinais de intoxicação pela polícia e por profissionais do Zoológico de São José do Rio Preto, no Interior Paulista. Suspeita-se que tenham sido atacados pela população devido aos casos de varíola dos macacos.

Os ataques aconteceram em dois pontos distintos da cidade. Os primeiros animais com sintomas de intoxicação foram encontrados por populares na Mata dos Macacos, área rural da cidade, na tarde da última quarta-feira, 3.

Na ocasião, dois macacos-prego foram encontrados desorientados e com sinais de agressão. Nesta quinta, 4, mais um animal foi encontrado com os mesmos sintomas no local. Todos foram socorridos e levados para atendimento veterinário no zoológico.

"No primeiro dia foram duas fêmeas, com idade estimada entre 5 e 8 anos, com sintomas de incoordenação motora, apatia, apraxia e letargia. Uma delas chegou com ferimentos no rosto e uma fratura completa de fêmur", diz Guilherme Guerra Neto veterinário e coordenador do zoológico municipal.

O animal encontrado na quinta é um macho, a idade dele não foi informada pelos veterinários. Os três macacos-prego resgatados na Mata dos Macacos estão estáveis. No local, a polícia também encontrou um filhote da mesma espécie morto.

Também na tarde de quarta dois saguis-de-tufos-pretos foram encontrados com sintomas de intoxicação no Parque Ecológico Educativo Danilo Santos de Miranda, conhecido como Parque Ecológico Sul, na região sul da cidade.

Na quinta, mais um sagui foi resgatado no Parque Ecológico Sul, com sinais de intoxicação. Todos os animais resgatados nesse local foram levados para o zoológico, porém eles não resistiram e morreram.

"Eles começaram a apresentar os mesmos sinais dos animais resgatados na Mata dos Macacos, perderam a força e caíram da árvore. Nós recebemos, fizemos o tratamento de emergência, mas a sintomatologia deles estava muito grave, inclusive com consequências neurológicas, e eles acabaram não resistindo", diz Guilherme.

A polícia e a prefeitura dizem acreditar que os ataques tenham relação com os casos de varíola do macaco registrados na cidade. Na última semana, a Secretaria de Saúde confirmou dois casos da doença no município. Os pacientes estão bem e em isolamento domiciliar.

"Esse tipo de varíola leva esse nome porque o vírus monkeypox, que causa a doença, foi inicialmente identificado na década de 1960, em macacos que estavam em laboratório. Mas a transmissão da doença não se dá do macaco para o homem, e sim de pessoa para pessoa, por meio do contato íntimo, da proximidade", afirma Andreia Negri, gerente do Departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde local.

Devido aos casos de agressões contra os animais, a prefeitura emitiu um alerta aos moradores para pôr fim às agressões contra os macacos que vivem nas matas da cidade.

"Pedimos que a população não faça nada contra esses animais, nenhum tipo de violência, porque eles não transmitem a varíola dos macacos", acrescentou. Até o momento nenhuma pessoa foi identificada como a responsável pelos ataques.

Cinco macacos foram achados mortos e outros três, resgatados com sinais de intoxicação pela polícia e por profissionais do Zoológico de São José do Rio Preto, no Interior Paulista. Suspeita-se que tenham sido atacados pela população devido aos casos de varíola dos macacos.

Os ataques aconteceram em dois pontos distintos da cidade. Os primeiros animais com sintomas de intoxicação foram encontrados por populares na Mata dos Macacos, área rural da cidade, na tarde da última quarta-feira, 3.

Na ocasião, dois macacos-prego foram encontrados desorientados e com sinais de agressão. Nesta quinta, 4, mais um animal foi encontrado com os mesmos sintomas no local. Todos foram socorridos e levados para atendimento veterinário no zoológico.

"No primeiro dia foram duas fêmeas, com idade estimada entre 5 e 8 anos, com sintomas de incoordenação motora, apatia, apraxia e letargia. Uma delas chegou com ferimentos no rosto e uma fratura completa de fêmur", diz Guilherme Guerra Neto veterinário e coordenador do zoológico municipal.

O animal encontrado na quinta é um macho, a idade dele não foi informada pelos veterinários. Os três macacos-prego resgatados na Mata dos Macacos estão estáveis. No local, a polícia também encontrou um filhote da mesma espécie morto.

Também na tarde de quarta dois saguis-de-tufos-pretos foram encontrados com sintomas de intoxicação no Parque Ecológico Educativo Danilo Santos de Miranda, conhecido como Parque Ecológico Sul, na região sul da cidade.

Na quinta, mais um sagui foi resgatado no Parque Ecológico Sul, com sinais de intoxicação. Todos os animais resgatados nesse local foram levados para o zoológico, porém eles não resistiram e morreram.

"Eles começaram a apresentar os mesmos sinais dos animais resgatados na Mata dos Macacos, perderam a força e caíram da árvore. Nós recebemos, fizemos o tratamento de emergência, mas a sintomatologia deles estava muito grave, inclusive com consequências neurológicas, e eles acabaram não resistindo", diz Guilherme.

A polícia e a prefeitura dizem acreditar que os ataques tenham relação com os casos de varíola do macaco registrados na cidade. Na última semana, a Secretaria de Saúde confirmou dois casos da doença no município. Os pacientes estão bem e em isolamento domiciliar.

"Esse tipo de varíola leva esse nome porque o vírus monkeypox, que causa a doença, foi inicialmente identificado na década de 1960, em macacos que estavam em laboratório. Mas a transmissão da doença não se dá do macaco para o homem, e sim de pessoa para pessoa, por meio do contato íntimo, da proximidade", afirma Andreia Negri, gerente do Departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde local.

Devido aos casos de agressões contra os animais, a prefeitura emitiu um alerta aos moradores para pôr fim às agressões contra os macacos que vivem nas matas da cidade.

"Pedimos que a população não faça nada contra esses animais, nenhum tipo de violência, porque eles não transmitem a varíola dos macacos", acrescentou. Até o momento nenhuma pessoa foi identificada como a responsável pelos ataques.

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