NOSSAS LETRAS

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Quociente de Inteligência Política

Quociente de Inteligência Política

Refleti sobre o nível intelectual de nossos políticos e cheguei à conclusão que o problema dos políticos não tem a ver com vontade (...). Leia o artigo de Mário Eugênio Saturno.

Refleti sobre o nível intelectual de nossos políticos e cheguei à conclusão que o problema dos políticos não tem a ver com vontade (...). Leia o artigo de Mário Eugênio Saturno.

Por Mário Eugênio Saturno | 06/08/2022 | Tempo de leitura: 2 min
especial para o GCN

Por Mário Eugênio Saturno
especial para o GCN

06/08/2022 - Tempo de leitura: 2 min

Há algumas semanas, Carlos Nobre, eleito em maio último como membro estrangeiro da Royal Society, e que fez carreira como climatologista no Inpe, tornando-se o maior especialista em floresta amazônica, declarou que já conhecemos os caminhos e as soluções para ter um país melhor, agora, precisamos de vontade política!

Refleti sobre o nível intelectual de nossos políticos e cheguei à conclusão que o problema dos políticos não tem a ver com vontade, mas com falta de inteligência, tanto racional, quanto emocional. Por isso proponho criar o Quociente de Inteligência Política, QIP!

Inteligência, intus legere em latim, significa ler por dentro. É um conceito convergente com o pensamento de Sócrates e Platão, o cérebro interpreta as informações dos sentidos, traduzindo para símbolos, no mundo das ideias.

Quando, lá nos idos 1980 comecei a estudar Ciência da Computação na Universidade Federal de São Carlos, tive contato com a Lógica na sua forma mais essencial, a linguagem de programação. As linguagens de computador não têm interpretações dúbias, não existe duplo sentido, tudo é muito bem definido. E para que um programa de computador funcione, raciocínio e criatividade são essenciais para a solução de problemas, sejam comerciais, industriais, agrícolas e científicos.

Ao tornar-me professor visitante do ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica), fiquei animado a fazer o mestrado. Apesar de ser aprovado no ITA, resolvi inscrever-me no Inpe mesmo, eu já era funcionário e facilitava, aparentemente. Durante o curso de IA (Inteligência Artificial), criei um neurônio artificial que empolgou o professor a querer que eu fosse para a disciplina dele. Mais tarde tornei-me professor de IA em Catanduva.

Eu mesmo me surpreendia com a simplicidade de um neurônio artificial, que era apenas uma equação senoidal e reconhecia padrões, como a vogal "a" contra as demais, sendo que bastava variar sistematicamente as constantes (peso) para encontrar a equação de cada neurônio em uma rede neural para resolver esse problema, e esse método é chamado treinamento.

Assim, pela minha experiência e conhecimento, defino inteligência simplesmente como sendo a capacidade de resolver problemas. A resolução de um problema inicia-se com o entendimento desse problema que chega ao cérebro por algum sentido, dos cinco que temos.

Dessa forma, a inteligência depende do conhecimento já adquirido, da velocidade do cérebro, da experiência, e das técnicas de análise e raciocínio. Platão escreveu diversos livros, tendo Sócrates como personagem principal, cuja finalidade era apresentar conceitos e treinar o cérebro para pensar simples, mais rápido e melhor.

Nossos políticos, em geral, têm pouco conhecimento sobre democracia, macroeconomia, relações internacionais, tecnologia e educação. Sem saber analisar, usam mais a emoção que a razão, o que resulta em diagnóstico errado dos problemas nacionais e, depois, planejam equivocadamente o uso dos recursos disponíveis para tornar nossa nação grande. Ou seja, falta QIP aos nossos deputados e senadores. Então, vote no melhor, no que some e multiplique.

Há algumas semanas, Carlos Nobre, eleito em maio último como membro estrangeiro da Royal Society, e que fez carreira como climatologista no Inpe, tornando-se o maior especialista em floresta amazônica, declarou que já conhecemos os caminhos e as soluções para ter um país melhor, agora, precisamos de vontade política!

Refleti sobre o nível intelectual de nossos políticos e cheguei à conclusão que o problema dos políticos não tem a ver com vontade, mas com falta de inteligência, tanto racional, quanto emocional. Por isso proponho criar o Quociente de Inteligência Política, QIP!

Inteligência, intus legere em latim, significa ler por dentro. É um conceito convergente com o pensamento de Sócrates e Platão, o cérebro interpreta as informações dos sentidos, traduzindo para símbolos, no mundo das ideias.

Quando, lá nos idos 1980 comecei a estudar Ciência da Computação na Universidade Federal de São Carlos, tive contato com a Lógica na sua forma mais essencial, a linguagem de programação. As linguagens de computador não têm interpretações dúbias, não existe duplo sentido, tudo é muito bem definido. E para que um programa de computador funcione, raciocínio e criatividade são essenciais para a solução de problemas, sejam comerciais, industriais, agrícolas e científicos.

Ao tornar-me professor visitante do ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica), fiquei animado a fazer o mestrado. Apesar de ser aprovado no ITA, resolvi inscrever-me no Inpe mesmo, eu já era funcionário e facilitava, aparentemente. Durante o curso de IA (Inteligência Artificial), criei um neurônio artificial que empolgou o professor a querer que eu fosse para a disciplina dele. Mais tarde tornei-me professor de IA em Catanduva.

Eu mesmo me surpreendia com a simplicidade de um neurônio artificial, que era apenas uma equação senoidal e reconhecia padrões, como a vogal "a" contra as demais, sendo que bastava variar sistematicamente as constantes (peso) para encontrar a equação de cada neurônio em uma rede neural para resolver esse problema, e esse método é chamado treinamento.

Assim, pela minha experiência e conhecimento, defino inteligência simplesmente como sendo a capacidade de resolver problemas. A resolução de um problema inicia-se com o entendimento desse problema que chega ao cérebro por algum sentido, dos cinco que temos.

Dessa forma, a inteligência depende do conhecimento já adquirido, da velocidade do cérebro, da experiência, e das técnicas de análise e raciocínio. Platão escreveu diversos livros, tendo Sócrates como personagem principal, cuja finalidade era apresentar conceitos e treinar o cérebro para pensar simples, mais rápido e melhor.

Nossos políticos, em geral, têm pouco conhecimento sobre democracia, macroeconomia, relações internacionais, tecnologia e educação. Sem saber analisar, usam mais a emoção que a razão, o que resulta em diagnóstico errado dos problemas nacionais e, depois, planejam equivocadamente o uso dos recursos disponíveis para tornar nossa nação grande. Ou seja, falta QIP aos nossos deputados e senadores. Então, vote no melhor, no que some e multiplique.

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