COPA DO MUNDO

COPA DO MUNDO

Brasileiros encaram diferença de cultura e gasto de até R$ 350 mil para ver o Brasil

Brasileiros encaram diferença de cultura e gasto de até R$ 350 mil para ver o Brasil

A organização da Copa oferece opções de acomodações com diárias em torno de US$ 100 (R$ 509). É possível encontrar voos de ida e volta a partir de R$ 11 mil saindo de São Paulo.

A organização da Copa oferece opções de acomodações com diárias em torno de US$ 100 (R$ 509). É possível encontrar voos de ida e volta a partir de R$ 11 mil saindo de São Paulo.

12/08/2022 | Tempo de leitura: 4 min
da Folhapress

da Folhapress

12/08/2022 - Tempo de leitura: 4 min

Divulgação/Fifa

Estádio que receberá a primeira partida da Copa, entre Qatar e Equador

Ynara Correa da Costa, 51, já conheceu mais de 50 estádios ao redor mundo e, em alguns deles, presenciou eventos marcantes, como a final da Copa do Mundo de 1994, nos EUA, quando o Brasil ganhou seu quarto título mundial.

Aquela foi a primeira das cinco Copas que ela viu presencialmente. E, segundo a analista de sistemas, foi também a mais emocionante.

"O Brasil precisava muito da vitória depois da morte do Senna. Eu estava lá no Rose Bowl [estádio da final com a Itália], num calor gigante, muita tensão, mas foi uma emoção enorme vivenciar o tetra", relembra.

Com a expectativa de reviver esse sentimento de um título mundial, Ynara já garantiu seu lugar no Qatar, primeiro país do Oriente Médio a receber a competição. Se juntará ao grupo de brasileiros que enfrentará a longa viagem, as diferenças culturais e, especialmente, os alto custos para acompanhar a seleção na busca pelo hexa.

"Sei que é um país com muitas restrições, e acho que nós brasileiros e todos do ocidente teremos algumas dificuldades", diz. "Mas acredito que, se respeitarmos as regras e a cultura, não haverá problemas."

Nascida em Campo Grande (MT), Ynara conta que pretende ficar 26 dias no país e, a princípio, ver 12 duelos. Como os oito estádios que vão receber os jogos ficam em um raio de 50 km, as torcidas terão certa facilidade para se deslocar. Mesmo assim, a viagem para o Qatar não será barata.

A analista preferiu não precisar quanto vai gastar, mas citou que será, no mínimo, R$ 20 mil. "Para isso, comecei a me planejar no ano passado", conta.

O valor estimado por ela é até bem em conta quando se trata do Qatar, principalmente em relação à passagem aérea e a hospedagem, por exemplo.

A organização da Copa oferece opções de acomodações com diárias em torno de US$ 100 (R$ 509). Na vila de torcedores, com quartos para duas pessoas que são uma espécie de containers, a diária é de US$ 207 (R$ 1.054). Para ficar lá durante toda a primeira fase do Mundial, que deverá durar 12 dias, o custo seria de R$ 6.100 e R$ 12,6 mil, respectivamente.

Em relação à viagem, é possível encontrar voos de ida e volta a partir de R$ 11 mil saindo de São Paulo em novembro, no período da Copa, e voltando de Doha em 3 dezembro, ao fim da primeira fase. A competição tem sua final marcada para o dia 18 de dezembro.

O paraense Alvaro Jorge Reis Castanho, 62, acompanha a seleção brasileiras em Copas do Mundo desde a edição realizada na França, em 1998. Depois de lamentar a derrota para os franceses, viu de perto o quinto título conquistado pelo Brasil, em 2002.

O Mundial no Qatar, em novembro, será o sétimo que verá de perto. Desde 2018, ele vem se preparando. "Eu me planejo os quatro anos antes, ou seja, assim que acaba uma Copa, eu já começo a guardar dinheiro para a próxima porque tenho que comprar o pacote em dólar", afirma.

Para esta edição, ele diz que sua viagem vai custar cerca de US$ 70 mil (R$ 350 mil). "Com certeza, vai ser a Copa mais cara para nós [brasileiros]", diz. "Estive vendo algumas reportagens sobre o custo de bebidas e me surpreendeu ver que o chopp estará custando em torno R$ 65", conta o empresário, que pretende ver ao menos três jogos do Brasil.

Oficialmente, é proibido o consumo de bebidas alcoólicas em público no Qatar. No entanto, o governo vai abrir uma exceção para os hotéis venderem bebidas para os visitantes. Nos locais em que ocorrerão os jogos, até o momento só será permitido o consumo nos camarotes dos estádios, para os torcedores com ingressos de "hospitalidade".

No dia 5 de julho, a Fifa abriu a venda do último lote de ingressos para a competição. As entradas vão ficar disponíveis até a próxima segunda, 15. A entidade não informou quantas entradas ainda estão à venda. Até esta quinta-feira (11), no site oficial só havia ingresso para seis jogos, nenhum deles envolvendo as principais seleções, como o Brasil. O bilhete mais em conta custava R$ 1.137.

Um dos responsáveis por comercializar pacotes de viagem para a Copa oferece opções que variam de US$ 9.315 (R$ 48.130) -com quatro noites no Qatar e ingresso para um jogo do Brasil na primeira fase- a US$ 21.965 (R$ 113.490), também com quatro noites e ingresso para a final.

Até a terceira fase, cerca de 1,8 milhão de ingressos foram vendidos. Canadá, Inglaterra, Alemanha, Índia, França, Arábia Saudita, Espanha, Emirados Árabes, Estados Unidos, além do anfitrião Qatar, estão entre os países que mais compraram bilhetes.

Entre os brasileiros, um dos maiores grupos que estará presente no Qatar é a torcida organizada MVA (Movimento Verde Amarelo). Segundo Luiz Carvalho, conhecido como Vasco, cerca de 2.000 integrantes do grupo já confirmaram presença no Mundial.

"Fora isso, a gente tem uma embaixada em Doha que conta com 1.200 pessoas, maioria deles são imigrantes, alguns da Índia, apaixonados pelo Brasil. Já estão ensaiando nossas músicas e vão somar forças com a MVA", conta Luiz.

Ynara Correa da Costa, 51, já conheceu mais de 50 estádios ao redor mundo e, em alguns deles, presenciou eventos marcantes, como a final da Copa do Mundo de 1994, nos EUA, quando o Brasil ganhou seu quarto título mundial.

Aquela foi a primeira das cinco Copas que ela viu presencialmente. E, segundo a analista de sistemas, foi também a mais emocionante.

"O Brasil precisava muito da vitória depois da morte do Senna. Eu estava lá no Rose Bowl [estádio da final com a Itália], num calor gigante, muita tensão, mas foi uma emoção enorme vivenciar o tetra", relembra.

Com a expectativa de reviver esse sentimento de um título mundial, Ynara já garantiu seu lugar no Qatar, primeiro país do Oriente Médio a receber a competição. Se juntará ao grupo de brasileiros que enfrentará a longa viagem, as diferenças culturais e, especialmente, os alto custos para acompanhar a seleção na busca pelo hexa.

"Sei que é um país com muitas restrições, e acho que nós brasileiros e todos do ocidente teremos algumas dificuldades", diz. "Mas acredito que, se respeitarmos as regras e a cultura, não haverá problemas."

Nascida em Campo Grande (MT), Ynara conta que pretende ficar 26 dias no país e, a princípio, ver 12 duelos. Como os oito estádios que vão receber os jogos ficam em um raio de 50 km, as torcidas terão certa facilidade para se deslocar. Mesmo assim, a viagem para o Qatar não será barata.

A analista preferiu não precisar quanto vai gastar, mas citou que será, no mínimo, R$ 20 mil. "Para isso, comecei a me planejar no ano passado", conta.

O valor estimado por ela é até bem em conta quando se trata do Qatar, principalmente em relação à passagem aérea e a hospedagem, por exemplo.

A organização da Copa oferece opções de acomodações com diárias em torno de US$ 100 (R$ 509). Na vila de torcedores, com quartos para duas pessoas que são uma espécie de containers, a diária é de US$ 207 (R$ 1.054). Para ficar lá durante toda a primeira fase do Mundial, que deverá durar 12 dias, o custo seria de R$ 6.100 e R$ 12,6 mil, respectivamente.

Em relação à viagem, é possível encontrar voos de ida e volta a partir de R$ 11 mil saindo de São Paulo em novembro, no período da Copa, e voltando de Doha em 3 dezembro, ao fim da primeira fase. A competição tem sua final marcada para o dia 18 de dezembro.

O paraense Alvaro Jorge Reis Castanho, 62, acompanha a seleção brasileiras em Copas do Mundo desde a edição realizada na França, em 1998. Depois de lamentar a derrota para os franceses, viu de perto o quinto título conquistado pelo Brasil, em 2002.

O Mundial no Qatar, em novembro, será o sétimo que verá de perto. Desde 2018, ele vem se preparando. "Eu me planejo os quatro anos antes, ou seja, assim que acaba uma Copa, eu já começo a guardar dinheiro para a próxima porque tenho que comprar o pacote em dólar", afirma.

Para esta edição, ele diz que sua viagem vai custar cerca de US$ 70 mil (R$ 350 mil). "Com certeza, vai ser a Copa mais cara para nós [brasileiros]", diz. "Estive vendo algumas reportagens sobre o custo de bebidas e me surpreendeu ver que o chopp estará custando em torno R$ 65", conta o empresário, que pretende ver ao menos três jogos do Brasil.

Oficialmente, é proibido o consumo de bebidas alcoólicas em público no Qatar. No entanto, o governo vai abrir uma exceção para os hotéis venderem bebidas para os visitantes. Nos locais em que ocorrerão os jogos, até o momento só será permitido o consumo nos camarotes dos estádios, para os torcedores com ingressos de "hospitalidade".

No dia 5 de julho, a Fifa abriu a venda do último lote de ingressos para a competição. As entradas vão ficar disponíveis até a próxima segunda, 15. A entidade não informou quantas entradas ainda estão à venda. Até esta quinta-feira (11), no site oficial só havia ingresso para seis jogos, nenhum deles envolvendo as principais seleções, como o Brasil. O bilhete mais em conta custava R$ 1.137.

Um dos responsáveis por comercializar pacotes de viagem para a Copa oferece opções que variam de US$ 9.315 (R$ 48.130) -com quatro noites no Qatar e ingresso para um jogo do Brasil na primeira fase- a US$ 21.965 (R$ 113.490), também com quatro noites e ingresso para a final.

Até a terceira fase, cerca de 1,8 milhão de ingressos foram vendidos. Canadá, Inglaterra, Alemanha, Índia, França, Arábia Saudita, Espanha, Emirados Árabes, Estados Unidos, além do anfitrião Qatar, estão entre os países que mais compraram bilhetes.

Entre os brasileiros, um dos maiores grupos que estará presente no Qatar é a torcida organizada MVA (Movimento Verde Amarelo). Segundo Luiz Carvalho, conhecido como Vasco, cerca de 2.000 integrantes do grupo já confirmaram presença no Mundial.

"Fora isso, a gente tem uma embaixada em Doha que conta com 1.200 pessoas, maioria deles são imigrantes, alguns da Índia, apaixonados pelo Brasil. Já estão ensaiando nossas músicas e vão somar forças com a MVA", conta Luiz.

COMENTÁRIOS

A responsabilidade pelos comentários é exclusiva dos respectivos autores. Por isso, os leitores e usuários desse canal encontram-se sujeitos às condições de uso do portal de internet do Portal GCN e se comprometem a respeitar o Código de Conduta On-line do GCN.

Ainda não é assinante?

Clique aqui para fazer a assinatura e liberar os comentários no site.