TRADIÇÃO

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Cavalhadas da Franca voltam ao “Fernando Costa' com pai e filha nos papéis principais

Cavalhadas da Franca voltam ao “Fernando Costa' com pai e filha nos papéis principais

O Parque de Exposições “Fernando Costa” volta a ser palco da tradicional Cavalhadas da Franca neste final de semana depois de um hiato de dois anos por conta da pandemia.

O Parque de Exposições “Fernando Costa” volta a ser palco da tradicional Cavalhadas da Franca neste final de semana depois de um hiato de dois anos por conta da pandemia.

Por Ingrid Silva | 13/08/2022 | Tempo de leitura: 3 min
da Redação

Por Ingrid Silva
da Redação

13/08/2022 - Tempo de leitura: 3 min

Divulgação

Cavalhadas da Franca ao ar livre com mouros, cristãos e princesa

As Cavalhadas da Franca voltam a ser apresentadas após dois anos canceladas por conta da pandemia. O evento acontece neste sábado, 13, e domingo, 14, com entrada gratuita no Parque de Exposições “Fernando Costa”.

As Cavalhadas da Franca terão a abertura com a Cerimônia dos Encamisados às 20h, e no domingo, a partir das 14h, acontece o conflito simbólico entre mouros e cristãos.

Tradição
O presidente das Cavalhadas da Franca, Marcus Vinicius Falleiros, explica que as Cavalhadas surgiram em Portugal e na Espanha ainda nos séculos 14 e 15 em homenagem aos soldados que lutaram contra os exércitos muçulmanos (mouros), na época de Carlos Magno (Rei Cristão).

Segundo Falleiros, as Cavalhadas são um teatro a cavalo, uma encenação folclórica que chegou ao Brasil com a colonização portuguesa e sobreviveu aos séculos. “Acredita-se que chegou a Franca com os tropeiros que aqui passavam, visto que aqui era um pouso de passagem”, explica.

Em Franca, as cavalhadas existem desde 1831. Hoje a cidade é a terceira mais antiga do Brasil ainda em atividade. Poconé (MT) é a mais antiga. “É uma tradição muito bonita, sobreviveu aos anos. Eu costumo dizer que poucas coisas no Brasil chegam aos 200 anos. Manter as cavalhadas, essa tradição tão importante, é uma alegria, uma honra muito grande”, disse Falleiros.

As cavalhadas contam com a participação de 27 atores, que vão encenar os personagens mouros, cristãos, princesa e rei, entre outros. O papel da princesa Floripes será interpretado por Maria Vitória Borges, de 14 anos. Segundo Maria, o pai, Guilherme Borges, fez sua inscrição na lista para princesa quando ela ainda tinha dois anos de idade.

“Sempre acompanhava as cavalhadas para ver meu pai, que já participa faz muitos anos. É muita emoção, ainda mais agora que falta um dia. É um momento muito especial pra mim, junto das pessoas que amo, participando com meu pai, e tendo a oportunidade de fazer isso com meu cavalo. Sei que vou aproveitar ao máximo e vou guardar esse momento para o resto da minha vida”, disse a princesa.

Este ano, o pai da princesa Floripes será representado por Guilherme Borges, que na vida real é o pai de Maria Eduarda Borges. Ele participa das cavalhadas desde 2002. São 20 anos participando desta tradição. “Papai sempre gostou muito de cavalos e tinha ligação com muita gente que participava das cavalhadas de famílias tradicionais, então eu ia para poder assistir, até que um dia fui convidado para treinar e desde então não parei mais”, disse Borges.

Documentário
Documentário que foi lançado no dia 29 de julho deste ano, Cavalhadas da Franca: Rumo aos 200 anos, narra a história das cavalhadas de quase dois séculos na cidade. Um documentário que contém depoimentos e histórias vividas por gerações.

Falleiros explica que o documentário foi feito pelo Clube das Cavalhadas com o apoio do governo federal através da Lei de Incentivo à Cultura. “Procuramos colocar nele pessoas de ontem e de hoje, que fizeram e que fazem parte das cavalhadas. Essas pessoas contaram histórias, passagens e fatos, foi muito emocionante”, contou.

O presidente disse ainda que é uma responsabilidade muito grande estar à frente de algo que está às portas de completar o seu bicentenário. "Fico muito feliz de poder contribuir com a manutenção de tão importante marco folclórico e cultural de nossa região”.

A apresentação do teatro é feita ao ar livre, sendo esperadas em média 5.000 pessoas no evento, que será de portas abertas para todo o público de Franca e região.

As Cavalhadas da Franca voltam a ser apresentadas após dois anos canceladas por conta da pandemia. O evento acontece neste sábado, 13, e domingo, 14, com entrada gratuita no Parque de Exposições “Fernando Costa”.

As Cavalhadas da Franca terão a abertura com a Cerimônia dos Encamisados às 20h, e no domingo, a partir das 14h, acontece o conflito simbólico entre mouros e cristãos.

Tradição
O presidente das Cavalhadas da Franca, Marcus Vinicius Falleiros, explica que as Cavalhadas surgiram em Portugal e na Espanha ainda nos séculos 14 e 15 em homenagem aos soldados que lutaram contra os exércitos muçulmanos (mouros), na época de Carlos Magno (Rei Cristão).

Segundo Falleiros, as Cavalhadas são um teatro a cavalo, uma encenação folclórica que chegou ao Brasil com a colonização portuguesa e sobreviveu aos séculos. “Acredita-se que chegou a Franca com os tropeiros que aqui passavam, visto que aqui era um pouso de passagem”, explica.

Em Franca, as cavalhadas existem desde 1831. Hoje a cidade é a terceira mais antiga do Brasil ainda em atividade. Poconé (MT) é a mais antiga. “É uma tradição muito bonita, sobreviveu aos anos. Eu costumo dizer que poucas coisas no Brasil chegam aos 200 anos. Manter as cavalhadas, essa tradição tão importante, é uma alegria, uma honra muito grande”, disse Falleiros.

As cavalhadas contam com a participação de 27 atores, que vão encenar os personagens mouros, cristãos, princesa e rei, entre outros. O papel da princesa Floripes será interpretado por Maria Vitória Borges, de 14 anos. Segundo Maria, o pai, Guilherme Borges, fez sua inscrição na lista para princesa quando ela ainda tinha dois anos de idade.

“Sempre acompanhava as cavalhadas para ver meu pai, que já participa faz muitos anos. É muita emoção, ainda mais agora que falta um dia. É um momento muito especial pra mim, junto das pessoas que amo, participando com meu pai, e tendo a oportunidade de fazer isso com meu cavalo. Sei que vou aproveitar ao máximo e vou guardar esse momento para o resto da minha vida”, disse a princesa.

Este ano, o pai da princesa Floripes será representado por Guilherme Borges, que na vida real é o pai de Maria Eduarda Borges. Ele participa das cavalhadas desde 2002. São 20 anos participando desta tradição. “Papai sempre gostou muito de cavalos e tinha ligação com muita gente que participava das cavalhadas de famílias tradicionais, então eu ia para poder assistir, até que um dia fui convidado para treinar e desde então não parei mais”, disse Borges.

Documentário
Documentário que foi lançado no dia 29 de julho deste ano, Cavalhadas da Franca: Rumo aos 200 anos, narra a história das cavalhadas de quase dois séculos na cidade. Um documentário que contém depoimentos e histórias vividas por gerações.

Falleiros explica que o documentário foi feito pelo Clube das Cavalhadas com o apoio do governo federal através da Lei de Incentivo à Cultura. “Procuramos colocar nele pessoas de ontem e de hoje, que fizeram e que fazem parte das cavalhadas. Essas pessoas contaram histórias, passagens e fatos, foi muito emocionante”, contou.

O presidente disse ainda que é uma responsabilidade muito grande estar à frente de algo que está às portas de completar o seu bicentenário. "Fico muito feliz de poder contribuir com a manutenção de tão importante marco folclórico e cultural de nossa região”.

A apresentação do teatro é feita ao ar livre, sendo esperadas em média 5.000 pessoas no evento, que será de portas abertas para todo o público de Franca e região.

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