NOSSAS LETRAS

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A mulher que eu achei que odiava

A mulher que eu achei que odiava

Vi hoje a mulher que era doida/ e chorava o filho perdido/ a mulher que era doida/ já não chora/ o tempo a faz esquecida. Leia o poema Mirto Felipin.

Vi hoje a mulher que era doida/ e chorava o filho perdido/ a mulher que era doida/ já não chora/ o tempo a faz esquecida. Leia o poema Mirto Felipin.

Por Mirto Felipin | 13/08/2022 | Tempo de leitura: 1 min
especial para o GCN

Por Mirto Felipin
especial para o GCN

13/08/2022 - Tempo de leitura: 1 min

"...a saudade é arrumar o quarto/do filho que já morreu..."
Chico Buarque

Vi hoje a mulher que era doida
e chorava o filho perdido
a mulher que era doida
já não chora
o tempo a faz esquecida
e esquecida e normal foi que vi
a mulher que chorava e era doida.

o cabelo da mulher hoje é preto
e nevados no transe eles eram
hoje secos seus olhos estão
e não mais derramam sua dor.
a mulher que eu vi hoje cedo
apenas carrega o brinquedo
partido no seu horror.

e odiei a mulher um momento
pelo filho que ela perdeu
e pela ausência de dor em seus olhos.
entretanto quando sorriu
seu sorriso de choro esgotado
eu amei a mulher desbotada
e odiei a dor que eu cobrava.

"...a saudade é arrumar o quarto/do filho que já morreu..."
Chico Buarque

Vi hoje a mulher que era doida
e chorava o filho perdido
a mulher que era doida
já não chora
o tempo a faz esquecida
e esquecida e normal foi que vi
a mulher que chorava e era doida.

o cabelo da mulher hoje é preto
e nevados no transe eles eram
hoje secos seus olhos estão
e não mais derramam sua dor.
a mulher que eu vi hoje cedo
apenas carrega o brinquedo
partido no seu horror.

e odiei a mulher um momento
pelo filho que ela perdeu
e pela ausência de dor em seus olhos.
entretanto quando sorriu
seu sorriso de choro esgotado
eu amei a mulher desbotada
e odiei a dor que eu cobrava.

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