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Bolsonaro diz que 'rachadinha' é comum e não responde se já adotou prática

Bolsonaro diz que 'rachadinha' é comum e não responde se já adotou prática

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado, 13, que a prática de 'rachadinha' é 'bem comum', que poucos escapam dela, e não quis responder se já a adotadou.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado, 13, que a prática de 'rachadinha' é 'bem comum', que poucos escapam dela, e não quis responder se já a adotadou.

Por Marianna Holanda e Renata Galf | 13/08/2022 | Tempo de leitura: 2 min
da Folhapress

Por Marianna Holanda e Renata Galf
da Folhapress

13/08/2022 - Tempo de leitura: 2 min

Reprodução/Instagram

As declarações de Bolsonaro foram dadas ao podcast Cara a Tapa, no YouTube.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado, 13, que a prática de "rachadinha" é "bem comum", que poucos escapam dela, e não quis responder se ela já foi adotada em seu gabinete.

Seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi acusado dessa prática de corrupção quando foi deputado estadual, mas teve seu caso arquivado pela Justiça do Rio de Janeiro em maio.

A "rachadinha" envolve o repasse de parte dos salários de servidores a políticos e assessores dos gabinetes.

As declarações de Bolsonaro foram dadas ao podcast Cara a Tapa, no YouTube. O chefe do Executivo participou por cerca de três horas do programa, que alcançou mais de 400 mil espectadores ao vivo.

"É uma prática bem comum, concordo contigo [com o apresentador]. Não é só no Legislativo não", afirmou Bolsonaro, ao ser questionado sobre "rachadinha".

O apresentador, Rica Perrone, questionou sobre a existência desse tipo de crime no mundo político.

"Tenho informação que sim. Uns fazem legalmente, entre aspas, no estatuto, outros fazem por fora", disse.

O chefe do Executivo disse que partidos de esquerda menores têm no estatuto o recolhimento de parte do salário para fazer caixa para o partido. Legendas com poucos deputados têm fundo partidário menores.

Perrone então brincou que "Se gritar pega 'rachadinha'", e Bolsonaro completou: "vai sobrar pouca gente".

Então, o apresentador questionou o chefe do Executivo se ele iria sobrar, mas o mandatário evitou responder. "Não vou falar de mim. Sou suspeito pra falar de mim. Não tem servidor meu falando, denunciando...", disse.

Flávio Bolsonaro foi acusado pelo Ministério Público do Rio de praticar o crime quando era deputado estadual.

Em maio, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu arquivar a denúncia por anulação das provas que embasaram a acusação.

O pivô do escândalo envolvendo o senador é o ex-assessor Fabrício Queiroz, hoje candidato a deputado estadual pelo PTB-RJ no Rio de Janeiro.

A entrevista de Bolsonaro nesta manhã é a segunda concedida a um podcast nesta semana. O chefe do Executivo está intensificando a participação em podcasts por orientação da sua campanha de reeleição.

A ideia é aproximá-lo do eleitorado jovem, um dos que mais rejeita o mandatário, segundo pesquisas de intenção de voto.

Nesta semana, mais notadamente, ele teve uma conversa de mais de cinco horas no Flow. O saldo do programa foi muito comemorado pela campanha.

No programa, Bolsonaro disse não ter interesse em nenhuma forma de anistia ou imunidade após o final de seu mandato.

Ele também admitiu "imoralidade" quando era deputado federal, ao receber auxílio-moradia da Câmara apesar de ter apartamento funcional.

A avaliação de aliados é a de que o formato de podcast garante mais liberdade para o presidente falar, além de humanizar o mandatário, sem a contrapartida de perguntas jornalísticas.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado, 13, que a prática de "rachadinha" é "bem comum", que poucos escapam dela, e não quis responder se ela já foi adotada em seu gabinete.

Seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi acusado dessa prática de corrupção quando foi deputado estadual, mas teve seu caso arquivado pela Justiça do Rio de Janeiro em maio.

A "rachadinha" envolve o repasse de parte dos salários de servidores a políticos e assessores dos gabinetes.

As declarações de Bolsonaro foram dadas ao podcast Cara a Tapa, no YouTube. O chefe do Executivo participou por cerca de três horas do programa, que alcançou mais de 400 mil espectadores ao vivo.

"É uma prática bem comum, concordo contigo [com o apresentador]. Não é só no Legislativo não", afirmou Bolsonaro, ao ser questionado sobre "rachadinha".

O apresentador, Rica Perrone, questionou sobre a existência desse tipo de crime no mundo político.

"Tenho informação que sim. Uns fazem legalmente, entre aspas, no estatuto, outros fazem por fora", disse.

O chefe do Executivo disse que partidos de esquerda menores têm no estatuto o recolhimento de parte do salário para fazer caixa para o partido. Legendas com poucos deputados têm fundo partidário menores.

Perrone então brincou que "Se gritar pega 'rachadinha'", e Bolsonaro completou: "vai sobrar pouca gente".

Então, o apresentador questionou o chefe do Executivo se ele iria sobrar, mas o mandatário evitou responder. "Não vou falar de mim. Sou suspeito pra falar de mim. Não tem servidor meu falando, denunciando...", disse.

Flávio Bolsonaro foi acusado pelo Ministério Público do Rio de praticar o crime quando era deputado estadual.

Em maio, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu arquivar a denúncia por anulação das provas que embasaram a acusação.

O pivô do escândalo envolvendo o senador é o ex-assessor Fabrício Queiroz, hoje candidato a deputado estadual pelo PTB-RJ no Rio de Janeiro.

A entrevista de Bolsonaro nesta manhã é a segunda concedida a um podcast nesta semana. O chefe do Executivo está intensificando a participação em podcasts por orientação da sua campanha de reeleição.

A ideia é aproximá-lo do eleitorado jovem, um dos que mais rejeita o mandatário, segundo pesquisas de intenção de voto.

Nesta semana, mais notadamente, ele teve uma conversa de mais de cinco horas no Flow. O saldo do programa foi muito comemorado pela campanha.

No programa, Bolsonaro disse não ter interesse em nenhuma forma de anistia ou imunidade após o final de seu mandato.

Ele também admitiu "imoralidade" quando era deputado federal, ao receber auxílio-moradia da Câmara apesar de ter apartamento funcional.

A avaliação de aliados é a de que o formato de podcast garante mais liberdade para o presidente falar, além de humanizar o mandatário, sem a contrapartida de perguntas jornalísticas.

5 COMENTÁRIOS

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  • Belchior De Melo Santos
    13/08/2022
    safado vagabundo! corrupto,mas a maioria do povo,digo,gado não vê! esses auxílios são compras de votos,no ano que vem,todos nós brasileiros vamos pagar esta conta,esta loucura...essa safadeza com o dinheiro público do contribuinte!
  • aparecida donizete de freitas
    13/08/2022
    Rachadinha não é comum.Rachadinha é pura falcatrua. Se os políticos receber essas verbas normalmente, vão ter que declarar e arcar com o ônus sobre esses valores. porem dividindo os impostos diminue ou ficam isentos para que recebe e o político recebe o valor líquido sem qualquer taxa e declaração. A receita não arrecada. O INSS futuramente vai arcar com alto valores de aposentadoria, para os laranjas. E o eleitor que trabalha de sol a sol arcando com os descontos sobre um mísero salário, para receber uma mísera aposentadoria, colocam esses trapaceiros no comando da nação.
  • Sebastião
    13/08/2022
    Apropriação indebita, peculato, estelionato, é tudo normal, faz parte da coisa, mas tudo bem, se todo mundo faz, então tá certo fazer tbm, né?. Um ladrão a mais, um a menos, qual a diferença?, se o outro rouba, porque eu não posso roubar tbm?, né?. Olha a filosofia desse Jair, e como os filhos dele foram criados?, senão nos mesmos princípios das rachadinhas?. Mas falta pouco tempo agora pra esse corrupto ser responsabilizado por seus crimes, e são muitos, muitos mesmo.
  • Indignada
    13/08/2022
    O maior esquema dessa famílicia! E o povo que lute pra sobreviver!!
  • Darsio
    13/08/2022
    E o gado ainda acha isso normal, a ponto de aplaudír e chamá-lo de mito. Quando me deparo com um bolsominion, logo percebo que a imbecilidade não possui limites.