RECEITA

RECEITA

Um pãozinho diferente

Um pãozinho diferente

Com esse delicado poema de Roseana Murray, introduzo uma de pão que comi com muito gosto e quis reproduzir em casa. Veja receita de Sonia Machiavelli.

Com esse delicado poema de Roseana Murray, introduzo uma de pão que comi com muito gosto e quis reproduzir em casa. Veja receita de Sonia Machiavelli.

Por Sonia Machiavelli | 28/08/2022 | Tempo de leitura: 2 min
especial para o GCN

Por Sonia Machiavelli
especial para o GCN

28/08/2022 - Tempo de leitura: 2 min

Ingredientes

  • 620 gramas de farinha de trigo
  • 200 ml de água
  • 260 ml de leite morno
  • 60 gramas de açúcar
  • 1 ovo
  • 1 colher (sopa) de manteiga
  • 12 gramas de sal
  • 10 gramas de fermento biológico
  • 10 gramas de leite em pó

“é coisa muito antiga
o ofício do pão
primeiro misture o fermento
com água morna e açúcar
e deixe crescer ao sol

depois numa vasilh
derrame a farinha e o sal
óleo de girassol manjericão

adicionado o fermento
vá dando o ponto com calma
água morna e farinha

mas o pão tem seus mistérios
na sua feitura há que entrar
um pouco da alma do que é etéreo

então estique a massa
enrole numa trança
e deixe que descanse
que o tempo faça a sua dança

asse em forno forte
até que o perfume do pão
se espalhe pela casa e pela vida”

Com esse delicado poema de Roseana Murray, encontrado no livro Receitas do Olhar, introduzo uma de pão que comi com muito gosto e quis reproduzir em casa. Deu certinho. E posso apostar que é uma receita totalmente diferente das que você, leitor, leitora, conhece. Ela produz um pãozinho redondo, com massa leve parecida à do brioche, que ao assar fica corado. Pode-se degustá-lo com café, chá, capuccino. Receado com geleia, é perdição. Com algum patê delicado ou queijo cremoso, idem. O interessante é que a receita vem de uma adolescente de 15 anos que adora cozinhar nas suas poucas horas vagas e costuma oferecer aos amigos delícias indizíveis ao paladar. Seria natural que estivesse pensando em fazer Gastronomia; mas não. Ela acha que há muita pressão sobre chefs, algo que não suporta. Mas com tanto talento, acho impossível que se desvie deste dom maravilhoso que é transformar ingredientes em algo tão bom que nos faz agradecer, depois de viajar no aroma, na aparência, no sabor.

Bom, se você se sentiu tentada a fazer, anote os ingredientes e os disponha à sua frente. O primeiro movimento é preparar um “grude” com 40 gramas de farinha e 200 ml de água. Misture os dois ingredientes numa panelinha, mexa, faça o mingau grosso e deixe esfriar. Enquanto esfria junte numa tigela o restante da farinha, o açúcar, o sal, o fermento, o leite em pó. Misture bem. Aqueça o leite apenas até que fique morno e nele derreta a manteiga. Na tigela onde misturou os secos, vá despejando o leite morno, o ovo (levemente batido) e o grude. Misture primeiro com colher e depois, com as mãos, sove por cinco minutos ou até obter uma massa boa de enrolar. Forme uma bola e deixe descansar por meia hora. Depois deste tempo faça bolinhas do tamanho desejado. As da foto têm cinco cm de diâmetro. Coloque numa assadeira, com distância de dois cm, porque vão crescer. Leve ao forno já aquecido a 180 º e asse por 25 minutos ou até dourar.

Ingredientes

  • 620 gramas de farinha de trigo
  • 200 ml de água
  • 260 ml de leite morno
  • 60 gramas de açúcar
  • 1 ovo
  • 1 colher (sopa) de manteiga
  • 12 gramas de sal
  • 10 gramas de fermento biológico
  • 10 gramas de leite em pó

“é coisa muito antiga
o ofício do pão
primeiro misture o fermento
com água morna e açúcar
e deixe crescer ao sol

depois numa vasilh
derrame a farinha e o sal
óleo de girassol manjericão

adicionado o fermento
vá dando o ponto com calma
água morna e farinha

mas o pão tem seus mistérios
na sua feitura há que entrar
um pouco da alma do que é etéreo

então estique a massa
enrole numa trança
e deixe que descanse
que o tempo faça a sua dança

asse em forno forte
até que o perfume do pão
se espalhe pela casa e pela vida”

Com esse delicado poema de Roseana Murray, encontrado no livro Receitas do Olhar, introduzo uma de pão que comi com muito gosto e quis reproduzir em casa. Deu certinho. E posso apostar que é uma receita totalmente diferente das que você, leitor, leitora, conhece. Ela produz um pãozinho redondo, com massa leve parecida à do brioche, que ao assar fica corado. Pode-se degustá-lo com café, chá, capuccino. Receado com geleia, é perdição. Com algum patê delicado ou queijo cremoso, idem. O interessante é que a receita vem de uma adolescente de 15 anos que adora cozinhar nas suas poucas horas vagas e costuma oferecer aos amigos delícias indizíveis ao paladar. Seria natural que estivesse pensando em fazer Gastronomia; mas não. Ela acha que há muita pressão sobre chefs, algo que não suporta. Mas com tanto talento, acho impossível que se desvie deste dom maravilhoso que é transformar ingredientes em algo tão bom que nos faz agradecer, depois de viajar no aroma, na aparência, no sabor.

Bom, se você se sentiu tentada a fazer, anote os ingredientes e os disponha à sua frente. O primeiro movimento é preparar um “grude” com 40 gramas de farinha e 200 ml de água. Misture os dois ingredientes numa panelinha, mexa, faça o mingau grosso e deixe esfriar. Enquanto esfria junte numa tigela o restante da farinha, o açúcar, o sal, o fermento, o leite em pó. Misture bem. Aqueça o leite apenas até que fique morno e nele derreta a manteiga. Na tigela onde misturou os secos, vá despejando o leite morno, o ovo (levemente batido) e o grude. Misture primeiro com colher e depois, com as mãos, sove por cinco minutos ou até obter uma massa boa de enrolar. Forme uma bola e deixe descansar por meia hora. Depois deste tempo faça bolinhas do tamanho desejado. As da foto têm cinco cm de diâmetro. Coloque numa assadeira, com distância de dois cm, porque vão crescer. Leve ao forno já aquecido a 180 º e asse por 25 minutos ou até dourar.

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