RECEITA

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Molho vegano

Molho vegano

Uma receita que me conquistou foi a do quiabo no molho de tomates, que fica ótimo com penne. Veja a receita de Sonia Machiavelli.

Uma receita que me conquistou foi a do quiabo no molho de tomates, que fica ótimo com penne. Veja a receita de Sonia Machiavelli.

Por Sonia Machiavelli | 04/09/2022 | Tempo de leitura: 3 min
especial para o GCN

Por Sonia Machiavelli
especial para o GCN

04/09/2022 - Tempo de leitura: 3 min

Ingredientes

  • 12 quiabos pequenos 
  • 6 tomates grandes e bem maduros
  • 1 limão pequeno
  • 1 cebola média 
  • 2 dentes de alho
  • Pimenta-do-reino a gosto
  • Sal a gosto
  • 2 colheres (sopa) de azeite de oliva

“Quem come quiabo não pega feitiço.” Este é um ditado africano, da cultura dos quimbundos, aqui medonhamente escravizados. Na Bahia, a ligação de muitos legumes, raízes, folhas e frutos que lhes serviam como alimento, também revelava algo transcendente como a religiosidade. Eram comidas de homens, mas também de santos. Até hoje os baianos cultivam forte relação com pratos que na sua gênese nos mostram a África dos orixás.

Não é segredo para ninguém o quanto essa cozinha do litoral baiano guarda influência dos africanos chegados àquela região em grandes levas. Muitos traziam consigo sementes e raízes que plantavam escondidos dos sinhôs que lhes proibiam o uso da terra. Carregavam também receitas e técnicas culinárias antigas que por aqui se perpetuaram no nosso cardápio. O quiabeiro, resistente às pragas e pouco exigente de cuidados, permitiu a disseminação de vários pratos. E não só na Bahia. 

Quem observa com mais cuidado os produtos oferecidos em feiras e varejões do nosso estado verá o quanto os paulistas gostam de quiabo. Aliás, mineiros também. Entretanto, ele é um fruto que não alcança unanimidade: muitos gostam, outros renegam. E não é pelo sabor, mas pela baba. No entanto, ela pode ser evitada em técnicas que o levam à grelha, ao forno, à frigideira apenas pincelada com azeite. O corte também é relevante: quanto mais miúdo for cortado, mais ele vai babar.

Houve um tempo em que chamou a atenção de chefs como Alex Atalla, que criou com ele pratos de categoria internacional, como o famoso “Quiabo, quiabo, quiabo, quiabo”. Mas este explorava mais a forma que o sabor.

Costumo pesquisar pratos com quiabos como um desafio a experimentá-lo de formas diversas. Não mais apenas refogado em pedaços graúdos ou em rodelinhas sobre a carne moída, tradição antiga. Tenho gostado dele assado, cortado ao longo do comprimento em quatro partes e preso ao cabo. Frito também é bom, eu acho. Mas uma receita que me conquistou foi a do quiabo no molho de tomates, que fica ótimo com penne. Essa combinação nos permite pensar como a cozinha brasileira reflete a miscigenação que constitui nosso povo. Já não mais apenas com o angu, mas agora com o macarrão que o italiano nos trouxe, o quiabo continua sua história de se conectar a novos modos para permanecer no cardápio.

O molho de tomates com quiabo é opção excelente para os veganos. A combinação de sabores fica perfeita e ele casa muito bem com o macarrão. Sem nenhuma baba, pode servir de companhia também para o arroz branco ou o filé de frango grelhado.

Escolher os melhores ingredientes é garantia de êxito no preparo. O quiabo deve estar bem fresco e ser novo. A gente descobre observando a cor verde (e não amarelada) e quebrando a pontinha, que não pode oferecer resistência. E os tomates precisam estar bem maduros. Isto posto, faça como se segue.

Lave bem os quiabos, elimine pontas e cabos e corte-os do tamanho do penne, imitando o seu desenho. Coloque numa tigelinha, salgue de leve, junte o suco de limão. Deixe de lado e prepare o molho de tomates. Pele os frutos e retire as sementes. Ou então use os enlatados. Corte grosseiramente. Coloque na panela a cebola cortada em cubinhos. Assim que amolecer, agregue os dentes de alho amassados e picados. Em seguida, os tomates. Mexa bem, salgue, apimente, se preciso junte um pouquinho de água. Baixe a chama e deixe ferver lentamente, até formar um molho espesso. Quando isso acontecer junte o quiabo reservado e o limão onde ele ficou. Deixe no fogo por mais cinco minutos, pois o quiabo amacia rápido e não deve ficar excessivamente cozido. Estando pronto, cozinhe o macarrão seguindo as indicações do fabricante. Escorra e cubra com o molho. Queijo ralado acompanha super bem.

Ingredientes

  • 12 quiabos pequenos 
  • 6 tomates grandes e bem maduros
  • 1 limão pequeno
  • 1 cebola média 
  • 2 dentes de alho
  • Pimenta-do-reino a gosto
  • Sal a gosto
  • 2 colheres (sopa) de azeite de oliva

“Quem come quiabo não pega feitiço.” Este é um ditado africano, da cultura dos quimbundos, aqui medonhamente escravizados. Na Bahia, a ligação de muitos legumes, raízes, folhas e frutos que lhes serviam como alimento, também revelava algo transcendente como a religiosidade. Eram comidas de homens, mas também de santos. Até hoje os baianos cultivam forte relação com pratos que na sua gênese nos mostram a África dos orixás.

Não é segredo para ninguém o quanto essa cozinha do litoral baiano guarda influência dos africanos chegados àquela região em grandes levas. Muitos traziam consigo sementes e raízes que plantavam escondidos dos sinhôs que lhes proibiam o uso da terra. Carregavam também receitas e técnicas culinárias antigas que por aqui se perpetuaram no nosso cardápio. O quiabeiro, resistente às pragas e pouco exigente de cuidados, permitiu a disseminação de vários pratos. E não só na Bahia. 

Quem observa com mais cuidado os produtos oferecidos em feiras e varejões do nosso estado verá o quanto os paulistas gostam de quiabo. Aliás, mineiros também. Entretanto, ele é um fruto que não alcança unanimidade: muitos gostam, outros renegam. E não é pelo sabor, mas pela baba. No entanto, ela pode ser evitada em técnicas que o levam à grelha, ao forno, à frigideira apenas pincelada com azeite. O corte também é relevante: quanto mais miúdo for cortado, mais ele vai babar.

Houve um tempo em que chamou a atenção de chefs como Alex Atalla, que criou com ele pratos de categoria internacional, como o famoso “Quiabo, quiabo, quiabo, quiabo”. Mas este explorava mais a forma que o sabor.

Costumo pesquisar pratos com quiabos como um desafio a experimentá-lo de formas diversas. Não mais apenas refogado em pedaços graúdos ou em rodelinhas sobre a carne moída, tradição antiga. Tenho gostado dele assado, cortado ao longo do comprimento em quatro partes e preso ao cabo. Frito também é bom, eu acho. Mas uma receita que me conquistou foi a do quiabo no molho de tomates, que fica ótimo com penne. Essa combinação nos permite pensar como a cozinha brasileira reflete a miscigenação que constitui nosso povo. Já não mais apenas com o angu, mas agora com o macarrão que o italiano nos trouxe, o quiabo continua sua história de se conectar a novos modos para permanecer no cardápio.

O molho de tomates com quiabo é opção excelente para os veganos. A combinação de sabores fica perfeita e ele casa muito bem com o macarrão. Sem nenhuma baba, pode servir de companhia também para o arroz branco ou o filé de frango grelhado.

Escolher os melhores ingredientes é garantia de êxito no preparo. O quiabo deve estar bem fresco e ser novo. A gente descobre observando a cor verde (e não amarelada) e quebrando a pontinha, que não pode oferecer resistência. E os tomates precisam estar bem maduros. Isto posto, faça como se segue.

Lave bem os quiabos, elimine pontas e cabos e corte-os do tamanho do penne, imitando o seu desenho. Coloque numa tigelinha, salgue de leve, junte o suco de limão. Deixe de lado e prepare o molho de tomates. Pele os frutos e retire as sementes. Ou então use os enlatados. Corte grosseiramente. Coloque na panela a cebola cortada em cubinhos. Assim que amolecer, agregue os dentes de alho amassados e picados. Em seguida, os tomates. Mexa bem, salgue, apimente, se preciso junte um pouquinho de água. Baixe a chama e deixe ferver lentamente, até formar um molho espesso. Quando isso acontecer junte o quiabo reservado e o limão onde ele ficou. Deixe no fogo por mais cinco minutos, pois o quiabo amacia rápido e não deve ficar excessivamente cozido. Estando pronto, cozinhe o macarrão seguindo as indicações do fabricante. Escorra e cubra com o molho. Queijo ralado acompanha super bem.

1 COMENTÁRIOS

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  • Carlos
    10/09/2022
    Gente, eu sei que esse não é o espaço adequado, e não é mesmo, mas é que eu já tentei todas as instâncias pertinentes e todas viraram as costas. Na avenida Armando Salles Oliveira, no meio da braquiara seca bem em frente ao clube social do condomínio Veredas de Franca, tem uma cadelinha fox paulistinha com 10 filhotes recém-nascidos completamente abandonados, e todos os \"cidadãos cristãos\" que passam lá caminhando fingem que não veem. Eu passei, vi, e levei água e ração, mas esse paliativo não resolve a questão, se alguém botar fogo naquele mato seco eles todos morrerão queimados vivos. Ajude, se vc puder, em fiz o que está ao meu alcance.