RECEITA

RECEITA

Abóbora caramelada

Abóbora caramelada

As abóboras estão muito presentes na nossa cozinha desde tempos coloniais. Veja a receita de Sonia Machiavelli.

As abóboras estão muito presentes na nossa cozinha desde tempos coloniais. Veja a receita de Sonia Machiavelli.

Por Sonia Machiavelli | 18/09/2022 | Tempo de leitura: 2 min
especial para o GCN

Por Sonia Machiavelli
especial para o GCN

18/09/2022 - Tempo de leitura: 2 min

Ingredientes

  • 1 abóbora kabotiá média
  • 1 xícara de açúcar (cristal ou mascavo)
  • Canela em pó (opcional)

No Sul, Sudeste e Centro-oeste do Brasil chamamos de abóbora ao fruto da abobreira. No Norte e Nordeste é jerimum. De polpa alaranjada, parente da melancia, do chuchu e do pepino, pertence à família das Curcubitáceas. Já as abobrinhas são sempre verdes. Quanto mais verdes, melhores.

As abóboras estão muito presentes na nossa cozinha desde tempos coloniais. Preparadas de várias formas, podem se fazer presentes em pães, bolos, recheios, doces de colher, doces cristalizados, molhos e sopas- umas mais simples, outras requintadas. No seu famoso restaurante em Lyon, o mega chef Paul Bocuse, falecido há poucos anos, tinha pratos com abóbora incluídos no menu. E abraçado a uma bela moranga aparecia na capa de pôster com que os clientes eram agraciados. No Brasil ainda restam ignorantes que acham ser a abóbora “comida de porco”. Pode?!

Existem inúmeras variedades. A de pescoço ou seca é a maior, pode pesar   15kg, exibe casca rajada alaranjada, textura fibrosa e bem úmida. Com ela se fazem pães, doces e até saladas. É a escolhida para o preparo do tradicional doce de abóbora. A moranga ou moganga mostra grumos, tem cor alaranjada, é usada principalmente para refogados, sopas e o famoso “camarão na moranga”. Dentre as abobrinhas, a italiana, pequena e comprida, talvez seja a mais popular, sendo ótima para grelhar e rechear. A libanesa é bem parecida com a anterior e geralmente aparece na mesa recheada com carne moída.  A paulista ou brasileira é colhida precocemente e seu peso não passa de 1,5kg: costuma ser usada em molhos. A menina, tenra e de casca fininha, é a mais apropriada para refogados: sua safra a torna bem acessível em outubro.

A japonesa ou kabotiá resulta de cruzamento da abóbora de pescoço com a moranga. É fruto arredondado e com gomos, mas de casca verde-escura e interior alaranjado tendendo para o ocre. Possui um teor menor de água, sendo mais indicada para preparações salgadas como nhoques.  Entretanto, nesta receita que hoje apresentamos, é a base de um doce para servir na sobremesa ou de um acompanhamento para carnes de porco.

Faça assim. Lave bem a abóbora, seque, corte ao meio e depois em gomos. Retire as semente e fibras. Forre uma assadeira com metade do açúcar e coloque os gomos deitados. Cubra-os com o restante do açúcar. Tampe com papel laminado e leve ao forno alto por quinze minutos. Depois deste tempo, retire o papel, vire os pedaços, cubra de novo e volte ao forno por mais quinze minutos. No final deste tempo, coloque os gomos com a casca para baixo e deixe no forno por mais cinco minutos ou até que a calda formada esteja caramelada. Se for servir com carnes, estará pronta. Se for para a mesa como sobremesa, polvilhe canela.

Ingredientes

  • 1 abóbora kabotiá média
  • 1 xícara de açúcar (cristal ou mascavo)
  • Canela em pó (opcional)

No Sul, Sudeste e Centro-oeste do Brasil chamamos de abóbora ao fruto da abobreira. No Norte e Nordeste é jerimum. De polpa alaranjada, parente da melancia, do chuchu e do pepino, pertence à família das Curcubitáceas. Já as abobrinhas são sempre verdes. Quanto mais verdes, melhores.

As abóboras estão muito presentes na nossa cozinha desde tempos coloniais. Preparadas de várias formas, podem se fazer presentes em pães, bolos, recheios, doces de colher, doces cristalizados, molhos e sopas- umas mais simples, outras requintadas. No seu famoso restaurante em Lyon, o mega chef Paul Bocuse, falecido há poucos anos, tinha pratos com abóbora incluídos no menu. E abraçado a uma bela moranga aparecia na capa de pôster com que os clientes eram agraciados. No Brasil ainda restam ignorantes que acham ser a abóbora “comida de porco”. Pode?!

Existem inúmeras variedades. A de pescoço ou seca é a maior, pode pesar   15kg, exibe casca rajada alaranjada, textura fibrosa e bem úmida. Com ela se fazem pães, doces e até saladas. É a escolhida para o preparo do tradicional doce de abóbora. A moranga ou moganga mostra grumos, tem cor alaranjada, é usada principalmente para refogados, sopas e o famoso “camarão na moranga”. Dentre as abobrinhas, a italiana, pequena e comprida, talvez seja a mais popular, sendo ótima para grelhar e rechear. A libanesa é bem parecida com a anterior e geralmente aparece na mesa recheada com carne moída.  A paulista ou brasileira é colhida precocemente e seu peso não passa de 1,5kg: costuma ser usada em molhos. A menina, tenra e de casca fininha, é a mais apropriada para refogados: sua safra a torna bem acessível em outubro.

A japonesa ou kabotiá resulta de cruzamento da abóbora de pescoço com a moranga. É fruto arredondado e com gomos, mas de casca verde-escura e interior alaranjado tendendo para o ocre. Possui um teor menor de água, sendo mais indicada para preparações salgadas como nhoques.  Entretanto, nesta receita que hoje apresentamos, é a base de um doce para servir na sobremesa ou de um acompanhamento para carnes de porco.

Faça assim. Lave bem a abóbora, seque, corte ao meio e depois em gomos. Retire as semente e fibras. Forre uma assadeira com metade do açúcar e coloque os gomos deitados. Cubra-os com o restante do açúcar. Tampe com papel laminado e leve ao forno alto por quinze minutos. Depois deste tempo, retire o papel, vire os pedaços, cubra de novo e volte ao forno por mais quinze minutos. No final deste tempo, coloque os gomos com a casca para baixo e deixe no forno por mais cinco minutos ou até que a calda formada esteja caramelada. Se for servir com carnes, estará pronta. Se for para a mesa como sobremesa, polvilhe canela.

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